Arquivo por categoria: BW

abr 01 2015

Problema de Seleção no Infopackage (campo KADKY)

Neste post será falado sobre um problema encontrado ao fazer uma seleção de data utilizando um dos campos standards.

Foi encontrado um problema no módulo de função standard para o campo KADKY, pois este não poderá ser utilizado para seleção, apesar de ser campo standard.

Cenário do problema encontrado:

Foi feita uma seleção no infopackage, com ABAP, para pegar apenas o mês corrente e foi utilizado o campo standard KADKY do data source 0CO_PC_PCP_10. Verificamos, ao carregar os dados, que todos os meses estavam sendo carregados e a seleção não estava funcionando, apesar de estar corretamente configurado.

Solução:

Vimos que no módulo de função SREP_COPC_PCP_10 não constava o campo KADKY, utilizado para a seleção, apesar deste campo ser padrão da SAP. Ou seja, utilizar o campo KADKY não vai funcionar até que a SAP libere uma release contendo este campo no módulo de função, como padrão. Vejam na figura abaixo os campos padrões que podem ser utilizados.

Figura 1

 

O código ABAP do campo KADKY foi retirado e colocado no campo KADAT com as devidas modificações no código para a seleção do mês corrente.

Figura 2

 

dez 17 2011

BW – Introdução ao BEx Query Designer

No artigo de hoje falaremos um pouco sobre o Query Designer, ferramenta muito útil para quem trabalha em um ambiente BW integrado com o SAP BO.  O objetivo desse artigo é dar um maior embasamento para o leitor com relação a alguns conceitos como Definir nossas próprias queries e modifica-las, quando necessário, executar relatórios para análise, selecionar Infoproviders, etc.

1 – Acessar o BEx Query Designer

Para acessarmos o Query Designer como um programa separado, basta seguir o seguinte caminho Iniciar → Programas→ Business Explorer → Query Designer .

Ao clicar em nova query aparecerá a seguinte tela mostrando os infoproviders disponíveis.

É importante para o leitor conhecer a barra de ferramentas do Query Designer e seus recursos disponíveis.

Outro aspecto muito importante com relação a essa ferramenta são os layouts e as visões da query disponíveis para o desenvolvedor que são as visões de filtro e visão de linha/coluna. Ambas são representadas nas figuras abaixo.

Visão Filtro

Visão Linha/Coluna

Nessas duas visões serão onde incluiremos todos os objetos que farão parte da nossa query, esses objetos se encontram do lado esquerdo das imagens exibidas. Cabe ressaltar que as dimensões, estruturas e índices estarão disponíveis para se usar em alguma consulta desde que esses objetos se encontrem no cubo que originou a consulta.

Em alguns casos acessamos o Query Designer para procurarmos uma determinada query para dar manutenção. A forma mais simples de encontrar essa query é usando o Open Query.

Ao construirmos determinadas queries teremos que lançar mão de alguns artifícios que a ferramenta nos disponibiliza, entre elas é a possibilidade de incluir filtros na minha query com regras de negócio já calculadas ou filtradas. Um bom exemplo é o mostrado logo abaixo:

Espero que tenham gostado pessoal, essa foi uma pequena introdução a essa poderosa ferramenta, ao longo dos próximos artigos falaremos mais sobre BW e outras ferramentas que hoje ocupam um grande espaço no mercado nacional e internacional.

Até a próxima.

dez 15 2011

MDX Test – Como consultar uma query MDX

Olá pessoal, o foco deste post é apenas mostrar como se acessa a transação MDXTest para realizar consultas em queries MDX.

Esse procedimento é muito utilizado em projetos onde envolvem o BO integrado ao BW e o desenvolvedor/administrador precisa consultar um resultado de uma consulta MDX acessando esta transação.

Para acessar esta transação é bem simples:

  • Acesse o SAP LOGON;
  • Entre no ambiente do BW;
  • Digite a transação MDXTEST;
  • Irá aparecer a tela abaixo:

  • Selecione o cubo;
  • Selecione a query;
  • Insira a instrução MDX e clique no botão de “Play” para executar a query;
  • Os resultados serão exibidos logo abaixo.
Bem simples viram? Bom, por hora é isso!

Até!

nov 29 2011

Configurando SSO entre SAP Portal x BOE x BW

Olá pessoal,

Hoje falaremos um pouco mais sobre configuração SSO e incluiremos no post a seguir a integração com o SAP Portal, BO e BW.

Pré-requisitos:

Antes de iniciar a configuração é necessário checar alguns pontos:

  • Todos os servidores envolvidos precisam estar no mesmo domínio para que o token SSO não expire imediatamente;
  • Os servidores do SAP Portal e o BW precisam acessar um ao outro (Trust);
  • O BW precisa estar configurado para aceitar LOGON TICKET do Portal;
  • A autenticação SAP precisa estar configurado no Business Objects Enterprise (BOE);
  • As aplicações utilizadas (Infoview, OpenDocument, Explorer) precisam estar configuradas para usar a autenticação SAP como padrão (default).

Configurando o “trust” entre o SAP Portal o SAP BW (System). 
  • Acesse o SAP Portal com um usuário administrador.
  • Vá em System Administration > System Configuration e  selecione  Keystore Administration no menu Detail Navigation.
  • Selecione a aba “Content”.
  • Clique no botão “Download verify.der File”. É necessário fazer download do certificado e importar no próximo passo para o SAP NetWeaver BW.
  • Você pode renomear o arquivo para um arquivo ZIP.  Extraia o conteúdo do arquivo para o disco local.
  • Agora acesse o SAP NetWeaver BW com um usuário administrador e execute a transação “STRUSTSSO2″.
  • No “Trust Manager” do lado esquerdo,  abra a pasta para entrar com o System PSE.

  • Use o botão “Import Certificate” (no canto esquerdo) e importe o arquivo exportado do SAP Enterprise Portal.

  • Com isso, o certificado do SAP Portal foi importado para o SAP NetWeaver BW e estabelecido o “trust”(confiança) entre o Portal e o BW.

Aceitando SSO Tikets

Para que o BW aceite o token do SAP Enterprise portal, é necessário configurar alguns parâmetros de perfil para o Single Sign On. Através da transação RZ10 é possível incluir ou alterar parâmetros de perfil, mas após isso, será necessário reiniciar o SAP BW.

No SAP BW, certifique-se que os parâmetros de perfil abaixo estão configurados da seguinte forma:

Profile parameter Value Comment
login/create_sso2_ticket 1 or 2 Use the value 1 if the server possesses a public-key certificate signed by the SAP CA. Use the value 2 if the certificate is self-signed. If you are not sure, then use the value 2.
login/accept_sso2_ticket 1 Use the value 1 so that the system will also accept logon tickets.
Configurando a autenticação SAP no BO
Configurando as aplicações web
As aplicações envolvidas precisam estar configuradas para usar o SAP authentication como autenticação default. 
InfoView
Para a versão Java do InfoView é necessário alterar o arquivo web.xml, localizado no diretório …TomcatwebappsInfoViewAppWEB-INF do servidor da aplicação.

Certifique-se que os parâmetros abaixo estão definidos da seguinte forma:
Parameter name Configuration Value
authentication.default secSAPR3
siteminder.enabled False
sso.enabled True

 

OpenDocument
Para a versão Java do OpenDocument é necessário editar o arquivo web.xml, localizado no tomcat no diretório  …TomcatwebappsOpenDocumentWEB-INF.
Certifique-se que os seguintes parâmetros estão definidos da seguinte forma:

Parameter name Configuration Value
opendoc.authentication.default secSAPR3
opendoc.siteminder.enabled False
opendoc.sso.enabled True
BO Explorer
No SAP BusinessObjects Explorer é necessário alterar alguns parâmetros como no feito para o InfoView e o OpenDocument.

Windows: Vá até o diretório …Business ObjectsTomcatwebappspolestarWEB-INFclasses.
Unix: Vá até …bobje/enterprise120/java/applications.

No caso de estar usando um servidor de aplicação diferente ou sistema operacional diferente, navegue até o diretório correto da aplicação no servidor.

No arquivo “default.settings.properties” certifique-se que os parâmetros abaixo estão da seguinte forma:

Property Value
show.sapsystem.name True
disable.sapsystem.name False
show.sapclient.name True
disable.sapclient.name False
authentications secEnterprise,secWinAD,secLDAP,secSAPR3
hide.authentication.method False
disable.authentication.method False
Default.authentication.method secSAPR3

Bom, os passos são esses e espero que tenham gostado do artigo!

Até a próxima!

out 22 2011

BW – Uma visão conceitual (Parte 04)

Nesse último artigo abordaremos a parte de apresentação do BW, alguns conceitos relacionados, sua arquitetura,etc.

Dentro da camada de apresentação do BW existem alguns conceitos interessantes para entendermos melhor como o BW trabalha com relatórios.

O que é uma Query?

  • A query é um acesso para recuperar e visualizar as informações da base de dados
  •  Uma query produz um relatório, combinando uma seleção de Características e  Índices para analisar dados do InfoProvider (ex. InfoCubo, ODS, InfoSet, etc.)
  •  Queries são definidas no BEx Analyzer e armazenadas no Servidor BW

O que é Workbook?

  •  Um workbook é um relatório customizado salvo no BEx Browser

Na figura a seguir ilustramos como esses elementos interagem.

A informação no InfoCubo pode ser acessada por queries que determinam a capacidade de navegação e a análise dos dados subjacentes.

Workbooks permite formatar as queries conforme as necessidades de cada usuário.

Com o Business Explorer podemos localizar relatórios, visualizar relatórios e analisar informações.

Consultas (Queries)

Na definição das queries podem-se restringir quais dimensões e indicadores do cubo serão visíveis, fazer restrições sobre as dimensões, executar cálculos sobre os indicadores além de outras funcionalidades.

A ferramenta de manutenção e visualização de queries no BW é o SAP Business Explorer Analyzer (Bex Analyzer). Trata-se de um add-on ao Microsoft Excel sendo, portanto, é necessário que este esteja instalado na estação de trabalho.

Ao abrir o Bex Analyzer, abri-se o Excel com uma barra de ferramentas adicional.

Para acessar as queries de um sistema BW, escolha o botão Abrir da barra de ferramenta do Bex.

Na tela de seleção de objeto para ser aberto no Bex Analyzer, pode-se:

Abrir uma query já existente: Selecione a query e escolha OK;

Modificar uma query existente: Selecione a query e escolha Modificar;

Criar uma nova query: Selecione o infocubo que dará origem a query e escolha Novo.

Criar / Modificar Query

Ao se selecionar o cubo e escolher Novo ou Modificar, será aberta a tela de estruturação da query.

Os elementos desta tela são:

  1. Elementos do cubo: mostra todos os objetos associados ao cubo (infoobjetos, atributos navegáveis, índices, índices restringidos, índices calculados, estruturas, etc.).
  2. Linhas da query: relaciona os elementos do cubo que estarão nas linhas da query;
  3. Colunas da query: lista os elementos do cubo que estarão nas colunas da query;
  4. Características livres: são elementos das dimensões do cubo que podem ser usados como critério de seleção pelo usuário;
  5. Filtro: representa restrições feitas à query e que não podem ser alteradas pelo usuário.

Os elementos 2, 3 e 4 são refletidos no resultado na query e podem ser invertidos entre si pelo usuário (um elemento da coluna ou linha pode ser reduzido a características livres e vice-versa).

Essa é a tela onde as consultas no BW serão construídas, a partir dela existem ainda muitos outros recursos que não trataremos nesse artigo, mas que futuramente estaremos mostrando alguns recursos dessa poderosa ferramenta.

Para finalizarmos esse artigo citaremos brevemente alguns benefícios da ferramenta BW que entre elas estão:

  • Qualidade: por ser integrado ao SAP R/3, não necessita de arquivos de interface, melhorando a confiabilidade quanto ao conteúdo das informações;
  • Autonomia: incentiva a geração de informações pelos próprios usuários (facilidade de visões e análises individuais através da WEB e/ou Excel), ocasionando elogios por parte dos usuários;
  • Segurança de acesso: possui instrumentos que controlam todo o ambiente;
  • Padronização da ferramenta de análise: pode ser adotado como única ferramenta de extração, armazenamento e disponibilização de informações;
  • Redução de custos: a administração, o desenvolvimento e a manutenção do ambiente é centralizada.

Bom pessoal o objetivo dessa série de artigos foi dar uma base inicial para aqueles consultores ou analista que estão começando e querendo aprender mais dessa ferramenta que está sendo adotada por mais empresas a cada dia que passa.
Espero que tenham gostado.

Até a próxima.

out 20 2011

BW – Uma visão conceitual (Parte 03)

O objetivo do artigo de hoje é apresentarmos de forma mais detalhada os conceitos relacionados à carga de dados no BW e posteriormente, em outros artigos, apresentaremos conceitos e algumas interfaces de apresentação (OLAP) utilizadas pelos usuários do BW.

1 – Sistema Fonte àPSA – SAP BW 7.0

A camada PSA da arquitetura do BW é de extrema importância dentro dessa tecnologia, pois é ela que recebe as diversas fontes de dados externos para que todo o processo de carga tenha início. Abaixo apresentamos uma visão de como essa camada se comporta.

O processo de ETL, por vezes denominado fluxo de dados, é uma lista das etapas que os dados brutos (fonte) devem seguir para serem extraídos, transformados e carregados em destinos no sistema BI.

O processo de ETL no BW pode ser entendido como sendo um processo de extrair dados brutos do Data Source de um sistema fonte (ex: arquivo xml), aplicando regras de transformação aos mesmos, e carregando-os em um infoProvider (destino).

Sistemas fonte e Data Source

Um sistema fonte é qualquer sistema disponível para extração de dados com propósito de transferência para o BI.

Os Data Sources são objetos BI utilizados para extrair e disponibilizar dados dos sistemas fonte. Eles subdividem os dados fornecidos por um sistema fonte em áreas de negócio autocontidas.

Transformações e InfoSources

Quando os dados chegam a PSA, você precisa depurar/transformar os mesmos para armazenar fisicamente nos seus destinos. Estes destinos incluem InfoObjetos (dados Mestre), InfoCubos e objetos DataStore. Abaixo apresentamos o fluxo de transformação dos dados no BW.

Abaixo apresentamos um exemplo de uma cadeia de processos de carga de dados dentro do BW.

Outro elemento de grande importância dentro do conceito de carga de dados no BW é o conceito de Datastore Object.

Os DSOs armazenam uma série de dados consolidados de um ou de diversos InfoSources.  Os dados em datastore objects são armazenados em tabelas transparentes.

Estes dados podem ser utilizados como fonte de informações consolidadas para um cubo, podem ser acessados através de InfoSet ou diretamente por uma Query.  Abaixo apresentamos o desenho dessa arquitetura.

2 – Como é composto um objeto DSO ?

Campos Chaves

InfoObjetos que serão chaves na tabela que define a ODS (Ex. Nº de documento, Item do documento).

Campos de Dados

Atributos

Atributos que estão disponíveis em cada infoobjeto que foi incluso nos campos de dados, esses atributos aparecem automaticamente na ODS quando incluímos um InfoObjeto, basta escolher (On/Off) para que se torne ou não um campo na tabela da ODS.

Índices

Índices de tabelas similares a SE11

Como os dados são armazenados em um DSO?

Todo DSO é representado na base de dados por três tabelas transparentes

 Active data: Tabela que contém os dados ativos

 Activation queue: Tabela para dados salvos que devem ser atualizados mas ainda não estão ativos, os dados são excluídos dessa tabela
depois que os registros forem ativos.

 Change log: Contém o histórico da mudança para o delta que atualiza o objeto ODS em outros destinos de dados, tais como objetos ODS ou InfoCubos.

Modelo das tabelas que representam o DSO:

Na tabela “Active data” os campos chaves são aqueles que foram definidos no momento da criação do Objeto DSO enquanto que
nas tabelas “Activation queue” e “Change log” a chave é definida pela request ID e package ID.

3 – DTP – Data Transfer Process

DTP é um objeto usado para executar transformações e carregar dados de uma origem (PSA ou outro infoprovider) para um infoprovider de destino.

Temos 2 tipos de extração com DTP:

–  Delta

–  Completa

Delta do DTP

Diferentemente do infopackage o DTP não precisa ter um “init” para controlar o delta, ele consegue fazer esse controle automaticamente, principalmente vindo de outro infoprovider.

Temos que lembrar que se o DataSource não tiver delta, nada vai adiantar o DTP estar configurado como delta.

Full do DTP

A carga full é igual em ambos os casos, porém com o DTP não precisamos marcar uma “full” de reparação caso já exista algum delta, ele faz isso automaticamente.

Filtro do DTP

Podemos utilizar filtros e configurar a quantidade de registros por pacote, com isso diminui a possibilidade de um “dump” por demora da carga.

Podemos ainda debugar a carga, analisando possíveis erros durante uma transformação.

Bom pessoal, a ideia desse artigo não é esgotar esse assunto, pois existem ainda muitos outros detalhes técnicos importantes para que possamos efetuar cargas de forma eficiente no BW. No próximo artigo falaremos sobre a parte de apresentação do BW, sua arquitetura,
ferramentas etc.

Até a próxima.

out 19 2011

BW – Uma visão conceitual ( Parte 02)

O objetivo do artigo de hoje é fazer um paralelo entre a modelagem dimensional clássica (por exemplo, Esquema Estrela) e confrontar com o modelo do BW. Apresentaremos também mais conceitos ligados a essa tecnologia que é fundamental para futuramente apresentarmos alguns exemplos práticos dessa ferramenta.

1 – Modelagem Dimensional

Abaixo apresentamos, em destaque, um modelo Estrela Clássico com tabelas fato e suas dimensões.

No mesmo exemplo apresentamos o modelo estrela da forma como o BW entende, o Infocubo.

Os Infocubos são os objetos centrais do modelo dimensional no BI. A maioria dos relatórios e análises BEx baseiam-se nestes. Um infocubo compreende uma quantidade de tabelas relacionais dispostas multidimensionalmente, o que significa que compreende uma tabela de fatos central cercada de várias tabelas de dimensão. As tabelas SID ligam estas tabelas de dimensão às respectivas tabelas de dados mestre.

Observe que a dimensão para o BW se divide em Tabela SID que por sua vez é composta de três elementos importantes, o atributo, o texto e a Hierarquia.

A tabela SID é conhecida como Dado Mestre no BW. Para facilitar a comparação entre os modelos clássicos Estrela e o modelo BW, apresentamos a tabela abaixo onde fazemos esse paralelo.

Vantagens e desvantagens do esquema estrela clássico

Vantagens:

– O acesso aos dados é executado relativamente bem devido ao pequeno número de operações de joins.

Desvantagens:

– Existem entradas redundantes nas tabelas de dimensão.

– Ao contrário do registro histórico de dados de fatos, o gerenciamento histórico das dimensões não é fácil de modelar.

– O recurso multilíngue é incomodo.

– A modelagem de alguns tipos de hierarquias em uma dimensão pode gerar anomalias

Vantagens do esquema estrela no BW

Graças às tabelas SIDs, o link entre o dado mestre e as tabelas de dimensão existe os seguintes tipos de modelagem:

– Modelagem fácil de dimensão lenta (dados mestre dependentes de tempo).

– Multilinguismo.

– Utilização dos dados mestre transversal aos cubos (semelhante às dimensões partilhadas).

– Capacidade de gerir valores nulos para uma característica.

No próximo artigo falaremos um pouco mais detalhadamente sobre a carga de dados no BW e mostraremos algumas interfaces dessa ferramenta relacionada à construção de consultas e a parte OLAP.

Até a próxima.

out 16 2011

BW – Uma visão conceitual (Parte 01)

Bom pessoal, esse artigo vai iniciar uma série de estudos sobre mais uma ferramenta da SAP, o BW.

Na nossa experiência em diversos projetos de BI em vários clientes vemos a crescente implantação dessa ferramenta e sua integração com o SAP BO. Falaremos de conceitos importantes para que futuramente possamos demonstrar alguma utilização dessa poderosa
ferramenta. A versão no qual iremos tratar será a do BW 7.0.

Iniciaremos o nosso estudo focando alguns conceitos de BI e fazendo uma relação direta com o BW, é fundamental o entendimento dos conceitos que aqui iremos tratar para que possamos usar o máximo que essa ferramenta tem a nos oferecer juntamente com o SAP BO.

1 –Comparação OLTP x OLAP

Algumas características são importantes salientar na comparação desses dois conceitos:

OLTP – (ERP-ECC) OnLine Transaction Processing

Principais características:

  • Foco: transacional
  •  Dados detalhados
  •  Dados correntes
  •  Dados dinâmicos
  •  Altamente normalizado para performance
  •  Atualização/Inserção/Deleção

OLAP (DW-BW) OnLine Analytical Processing

Principais características:

  • Foco: análise
  •  Dados sumarizados
  •  Dados históricos
  •  Dados fixos em nível temporal
  •  Estruturado para pesquisa e análise – desnormalizado
  •  Orientado para consulta

Nessa comparação já percebemos algumas características importantes do BW. O BW possui ferramentas flexíveis de relatório e de análise orientadas tanto para power users como para usuários finais, dentro dessa suíte destacamos o Business Explorer (BEx).

2 – Definição SAP – BW

O SAP BW é o software de Datawarehouse da SAP, ou seja, um ambiente específico, separado do transacional (ex.: R/3-ECC, CRM, SEM, APO), contendo dados e informações voltadas para análise operacional e gerencial, permitindo a integração de todo processo decisório.

O SAP BW nos permite realizar diversas atividades em um ambiente de BI, dentre elas:

  • O BW permite a padronização de conceitos criando uma base de Informações Gerenciais integrada;
  • O BW disponibiliza informações voltadas para análise;
  • O BW permite a uniformização de acesso a informações, disponibilizando ferramental de fácil uso;
  • O BW também possibilita receber e tratar dados de Sistemas não R/3.

3 – Business Information Warehouse

Business Information Warehouse é uma solução completa e aberta que proporciona colaboração e disponibilização de informações relevantes, precisas, na hora certa, para todos e em qualquer lugar.

Componentes básicos:
– Extraction, Transformation and Loading
– Warehouse Management
– Business Explorer

Sua arquitetura permite centralizar e uniformizar as informações da empresa, permitindo a análise de dados de diversas fontes, incluindo dados externos ou Internet. Em outras palavras, um data warehouse contém uma visão global de um conjunto de bases de dados locais.

Dentro deste contexto, o Business Information Warehouse (BW) é a solução da SAP para Data Warehouse. Através dele podemos extrair, armazenar e apresentar as informações de forma estruturada, agregando valor para a tomada de decisões.

Dentro dessa visão é interessante entendermos algumas estruturas que estão sendo apresentadas acima. Depois dos dados serem extraídos de um sistema fonte qualquer e transformados eles são armazenados fisicamente. A área que chamamos de PSA armazena dados depois da transformação. A PSA mantém dados no formato fonte (ou seja, não transformado).

A ODS foi concebida para conter dados detalhados para necessidades operacionais de baixo nível. Os dados na sua maioria dos casos não são mantidos nessa área durante muito tempo.

Front-end dos usuários

Abaixo destacamos ainda de forma bem macro as ferramentas do BW disponíveis para o OLAP.

Conceitos errados de Business Information Warehouse:

Não é um simples gerador de relatórios!

Não é ferramenta para substituir a atividade dos ABAPERs !

Não é ferramenta para tratamento de GAPs do R/3 Standard !

Não é um módulo do R/3

Não é algo que só pode ser implementado depois que o ERP está pronto

Não é um Software que só serve para quem já tem R/3

4 – Arquitetura do BW

Abaixo ilustramos um desenho simplificado da arquitetura do SAP BW para que aos poucos possamos ir explicando e definindo os conceitos relacionados ao mesmo.

O BW permite fazer extração de dados de qualquer fonte externa sendo o mesmo aberta para ferramentas de terceiros, como já falamos anteriormente.

Dentro dessa arquitetura ainda temos muitos outros conceitos como o Metadata Repository que são metadados técnicos e de negócio.

O BW possui uma estrutura de camadas onde cada uma desempenha um papel fundamental. Abaixo mostramos essa estrutura e no decorrer dessa série de artigos vamos ir explicando cada um deles.

5 – O que são Info Objetos, InfoProviders e InfoCubos?

Na arquitetura do BW iremos nos deparar com variadas terminologias e uma delas é o chamado Info cubo.

  • É a menor parte dentro do BW. É a padronização do BW para todos os campos provenientes dos sistemas
    fontes.
  • Todo campo proveniente de um sistema fonte se transforma num Info Objeto dentro do BW

O info objeto tem relação direta com outros componentes relacionados ao BW como o Info Cubo, Tabelas PSA, etc.

Tipos de Info Objetos

  • Characteristics: é a forma de analisar uma Key      Figure  “Empresa”, “Produto”,     “Região” etc.

Tipos especiais de Características:

  Características de Tempo:   “Ano”, “Ano/Mês”, “Dia” …

Caracteristicas de Unidade e Medida: Moedas e Unidades.

  • Key figures: Campos Numéricos. Quantidades, Valores  (Ex.: “Valor      Vendido” e “Quantidade Vendida”)

Obs.: A transação utilizada no SAP para abrir diretamente um infoobjeto é o RSD1. Com a transação RSA1 podemos visualizar a organização dos infoobjetos no BW Workbanch.

InfoProviders

É um objeto para o qual podem ser criados ou executados queries no BEx. Os infoproviders são objetos físicos ou em alguns casos “visões lógicas” que são importantes para um relatório.

Infocubos

São os principais objetos utilizados para suportar queries do BI. Eles têm o objetivo de armazenar dados agregados e totalizados durante longos períodos de tempo. O seu objetivo ao conceber um warehouse é assegurar que a maioria das queries tem inicialmente como destino este tipo de objeto de banco de dados.

Espero que tenham gostado dessa primeira parte dos nossos estudos sobre a tecnologia BW. No próximo artigo falaremos sobre
modelagem dimensional e faremos um comparativo com o BW pra entendermos melhor mais termos relacionados a essa tecnologia bem como entender conceitualmente como o BW trabalha com modelo de dados.

Até a próxima.

 

 

ago 15 2011

Integração SAP BW x BO

Olá pessoal, nesse primeiro post falando de integração BW x BO vamos destacar como funciona e como criar um universo baseado em uma query do BW.

Introdução:
A comunicação com o SAP BW se dá através de um outro componente chamado SAP Integration Kit (SAP IK) que nada mais é do que um conjunto de API e arquivos de transporte que viabilizam que toda estrutura do BO consiga acessar o BW, através de consultas MDX.

Obs.:
Consultas MDX é como se fosse o SQL gerado pelo universo. O MDX está para o multidimensional (OLAP), assim como o SQL está para o relacional.

Abaixo, uma idéia de como o universo reflete a estrutura de uma query BW.
Ferramentas Universe Designer (BO) x BEx Query Designer (BW):

Criando uma conexão OLAP SAP BW
Siga os procedimentos de criação de uma conexão:

  • Selecione “SAP” > “SAP Business Warehouse”;
  • Preencha o campo “Nome” (definir nome da conexão);
  • Após isso, há as opções de utilização do SSO e de credenciais de banco de dados
  • Preencha os campos “Nome de usuário”, “Senha”, “Cliente”, “Idioma”, “Modo de logon”, “Servidor de Aplicativos”, “Número do Sistema”  e “ID do Sistema” – Essas informações pode ser obtidas com o especialista BASIS;
  • Clique em “Avançar”;  

A tela abaixo apresentada é para explorar os cubos disponíveis. Você pode procurar o cubo ou a query pelo nome, preenchendo o campo abaixo e clicando em “Pesquisar”. Ao encontrar o cubo ou  a query desejada, selecione-o, clique em “Avançar”, faça as devidas conclusões e clique em “Ok”.

Caso deseja testar a conexão antes de prosseguir, clique em “Testar conexão”.

Criando um universo para acessar o BW

Podemos utilizar um universo para mapear diretamente uma estrutura de uma query ou de um cubo. O processo de criação do universo é automático, as estruturas OLAP são mapeadas como classes, dimensões, métricas e detalhes porém nenhuma tabela estará disponível no universo.

Os passos para a criação de um universo OLAP que acesse o BW são:

  • Crie uma nova conexão apontando para um cubo ou uma query
  • Crie o universo à partir da conexão
  • Salve e exporte o universo

 

Ao final do processo, um universo terá sido criado refletindo a estrutura do cubo ou da query BW.

As hierarquias são representadas nas classes e os objetos podem ser renomeados, porém não é possível customizar os objetos no universo. Qualquer alteração deverá ser realizada no cubo o una query BW e o universo ser atualizado para refletir as alterações.

 Pronto! Muita coisa mudou nessa integração desde a versão XI R2 e hoje em dia muitos projetos de BW (novos ou existentes) dá a possibilidade de ter o BO como front-end nessa integração.

Até a próxima!