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Business Intelligence

mai 15 2014

Compressão de dados do HANA

Olá pessoal !!

Neste post falaremos de algo muito importante que normalmente é subjugado, mas do meu ponto de vista é um ótimo recurso para justificar um investimento no HANA e aumentar o ROI e a diminuir o TCO: A compressão de dados.

Ah legal, todos ouvem falar disso e qualquer pessoa com um pouco de conhecimento em informática sabe do que se trata… economizar espaço em disco, mas no caso do HANA economizar espaço em memória RAM, o que pode trazer uma maior custo benefício ainda visto que memória RAM ainda é muito mais cara que memória em disco, embora tenha caído drasticamente nestes últimos anos, permitindo desenvolvimento de plataformas in-memory como o SAP HANA.

A logica é simples: Digamos que a sua empresa já esteja chegando perto do limite de storage para o DW que é de 10 TB e ela já esteja com 9 e isso logicamente é um sinal vermelho para os gestores de TI serão necessários investimentos em algumas baterias de disco para duplicar essa capacidade que acredito custar no mínimo algo em torno de R$ 100 mil se sua empresa for mais ousada então e quiser colocar uma bateria de SSD então.. acho que quase podemos duplicar esse valor! Me corrijam se eu estiver errado mas foi o que conseguir descobrir em uma rápida pesquisa no Google… Como o SAP HANA pode comprimir no mínimo 3x os dados da armazenados no DW por exemplo então se sua empresa optasse por investir no HANA ela teria os seus 9 TB reduzidos a 3 podendo chegar a menos de 1 TB e com isso ajudar já ganhar um ótimo “desconto” com o dinheiro que iria ser gasto em baterias novas… Excelente não? Ou seja, bastaria vc investir em um servidor de 6 TB para ter essa capacidade duplicada e o que o HANA conseguisse comprimir além de 3x ficaria de “contingencia” por exemplo.

Mas logicamente nenhuma empresa bem gerida gosta de desperdiçar dinheiro e o ideal seria investir com “precisão”, e como pra tudo se tem um jeito nessa vida, menos pra morte(ainda..!) existe uma maneira que pode ajudar nisso e falaremos mais tarde.

Na verdade compressão em banco de dados não é exatamente uma novidade, outros bancos também utilizam este recurso,  o que faz o HANA ser tão diferenciado nesse ponto são os seus algoritmos de compressão e fazer tudo isso IN-MEMORY tornando o HANA único!!

Mas como funciona?

Neste post falarei apenas da técnica que dá suporte a todas as outras técnicas, pois falando a grosso modo, em cima dela todos outros algoritmos são baseados otimizando ainda mais a compressão e ela é relativamente simples a técnica se chama: Dictionary Encoding.

Vamos nos basear como exemplo uma tabela que contem dados da população mundial, na figura abaixo vemos 2 objetos que são a base dessa técnica o dictionary e o attribute vector:

 

img00

 

Na imagem acima temos a coluna de nome da tabela e o Dictionary armazena apenas os valores não repetidos e cria um índice para cada valor o “Value ID”.

O Attribute Vector por sua vez faz exatamente um de-para entre os dados da tabela original e o Dictionary e também cria um índice o “position”.

Agora fica tudo mais fácil pois é só converter os dados da tabela original por bits, pois armazenar em bits é muito mais “econômico” do que armazenar no seu formato original, principalmente se o dado do campo for do tipo char a economia é maior ainda.

 

img01

 

 

Vamos fazer de conta que nossa tabela tenha 8 bilhões de linhas e o comprimento do registro seja de 200 bytes, então teremos:

8.000.000.000 x 200 = 1.6 TB

Peguemos o primeiro campo “first name”, para conseguir substituir os dados por bits tem que saber quantos bits são necessários para 49 bytes de dados e assim por diante, conforme tabela acima, para isso usamos uma função logarítmica de base binária:

Log2(5.000.000) = 23

Fazendo este cálculo temos 23 bits que são necessários para armazenarmos os mesmos 49 bytes, agora vamos fazer uma comparação:

Antes:

8.000.000.000 x 49 Bytes = 392.000.000.000 Bytes / 1024 / 1024 / 1024  = 365.1 GB

Depois:

8.000.000.000 x 23 Bits = 184.000.000.000 Bits  / 8 / 1024 / 1024 / 1024 = 21.4 GB

 

WOWW!!! Tivemos uma redução 94% do tamanho, fantástico não? Agora o que será gravado no campo “first name” serão uma sequencia de 23 bits ao invés de “William” por exemplo… Para quem conhece o BW isso se assemelha a usar as “Surrogate IDs” (SIDs) nas dimensões do cubo.

Mas porque então quando fazemos select vem o nome correto ao invés dos bits? Aahh isso ocorre por causa de uma outra técnica chamada “Materialização” mas isso é assunto para outro post :)

Não podemos esquecer de somar os espaço necessário ocupado pelo dicionário

49 bytes x 5.000.000 / 1024 / 1024 / 1024  = 0.23 GB

Então finalmente temos:

img02

 

Temos um fator de redução de aproximadamente 17 vezes e o novo tamanho da coluna “first name” consome apenas 6% do tamanho original… excelente!!!

Basta repetirmos esta mesma logica para as outras colunas e chegaremos ao fator de redução da tabela inteira…

Então podemos concluir que o nível de compressão depende não só do do tipo de dado como também de quantas vezes temos valores repetidos em uma determinada coluna, ou melhor, quantos valores distintos temos, bem como a quantidade de registro

A esta razão damos o nome de ENTROPIA.

 

Entropia =

cardinalidade da coluna
cardinalidade da tabela

 

Então quanto MENOR a entropia maiores taxas de compressão teremos e para nossa alegria os dados corporativos armazenados em tabelas, costumam ter baixa entropia em suas colunas, então na maioria dos casos é possível obter taxas de compressão maiores que o mínimo de 3x sugerido pela SAP.

Outras técnicas de compressão como Prefix Encoding, Run-Length Encoding, Cluster Encoding, Indirect Encoding, Delta Encoding são aplicadas em cima destes 3 objetos(a tabela, o Dictionary e o Attribute Vector) normalmente depois da Dictionary Encoding já aplicada, por isso ela é a mais importante e as outras tem um papel de tornar ainda mais eficiente a compressão do HANA tornando uma banco muito especial e maravilhoso nesse sentido.

O que havia falado no inicio do post sobre a decisão reduzir investimento em sizing implementando o HANA e para isso ter a maior precisão possível, pois o principal fator  que define o preço do HANA é a quantidade de memória RAM, então pode ser fazer uma programa que analise cada tabela da empresa aplicando a logica acima:

Primeiro definir quantos valores distintos a para cada coluna de uma determinada tabela

  • Ver o comprimento de cada coluna
  • Fazer os cálculos apresentados usando a função logarítmica
  • E ao final somar o resultados em GB de cada coluna e comparar com o original

 

Pronto! Ao final o programa apresenta um relatório e vc pode ajudar o seu diretor ou gerente de TI a comprar exatamente o tamanho necessário para sua empresa de um servidor HANA, claro que levando em consideração uma contingencia segundo as perspectivas de crescimento por ano dos dados da empresa.ou o Sizing Plan

Se o sistema da sua empresa for o SAP é mais fácil ainda… basta consultar a tabela DD02 e a DD03 para ter o nome de todas as tabelas e seus campos que existem no sistema e ainda otimizar uma busca apenas por tabelas que contenham dados e voilá

Bom, está lançada a idéia… quem sabe no próximo posto eu não dou uma de Papai Noel e presenteie vcs com esse programa em ABAP pronto ;)

Um abraço e até a próxima!

 

Will

mar 04 2014

Dashboard 4.0 – Atualização dinâmica do status do componente check box – Parte 1

Olá pessoal, o nosso blog tem como objetivo trazer sempre alguma novidade ou dica preciosa sobre as ferramentas da SAP com o objetivo de unir e ajudar toda a comunidade de profissionais espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Hoje vamos falar sobre um tópico específico de desenvolvimento em painéis Dashboards. Essa foi uma dificuldade que eu particularmente enfrentei em um dos projetos que participei e acredito que é uma dificuldade que muitos profissionais também já passaram ou passam com essa ferramenta. A grande questão do post de hoje é, será que é possível fazer um componente check box funcionar de forma dinâmica? Vamos ao entendimento dessa questão que a princípio parece ser simples, mas não é.

1 – Para verificar ou não verificar?

Um dos pedidos mais comuns quando se usa SAP BusinessObjects Dashboards ( Xcelsius ) é a capacidade de redefinir seletivamente componentes Seletor de volta ao seu estado original. Ao contrário de muitos outros seletores, a tarefa não é tão fácil de conseguir com o componente Check Box. Não podemos atualizar dinamicamente o seu estado verificado / Desmarcado, porque as mudanças do valor na célula que o componente é obrigado a não afetar o próprio componente. A falta desta funcionalidade também torna difícil apoiar a atualização dos status de várias caixas de seleção ao mesmo tempo. Este post é o primeiro de uma série em que eu vou compartilhar a minha solução para esse desafio e examinar algumas das suas aplicações práticas.

Componente Xcelsius Check Box é semelhante ao seu homólogo Excel, mas age de forma diferente. No Excel, a conexão entre um controle de caixa de seleção e sua célula vinculada funciona nos dois sentidos, como se conclui da propriedade do controle: Ligação celular. Atualizando o status caixa de seleção altera o valor na célula vinculada, e vice- versa. Assim, no Excel, podemos alterar dinamicamente um valor de célula ligada e ver a mudança imediata no estado do componente. Esse não é o caso do componente check box.

Vamos realizar um teste simples e comparar os resultados com o mesmo cenário no Excel e Xcelsius:

1. Adicionar uma caixa de seleção e um controle de botão de rotação do Formulário Excel seção Controles para uma planilha e associar os dois a célula C2.

2. Defina os valores de botão de rotação variando de 0 a 1.

 

060612_2113_Dynamicstat1

3. Quando a caixa de seleção está marcada / desmarcada a célula recebe valores verdadeiro / falso.

060612_2113_Dynamicstat2

Quando o botão de rotação é clicado para cima ou para baixo altera valores na célula vinculada a 1 ou 0 e, ao mesmo tempo o estado da caixa de seleção fica alternado também.

060612_2113_Dynamicstat3

4. Agora, vamos ver o que acontece no Dashboard.

Adicione uma Caixa de seleção, Spinner e um componente de valor único para uma tela conforme demonstrado na imagem abaixo.

060612_2113_Dynamicstat4

5. Ligue todos os componentes para a célula C2 e abra um Preview.

6. Quando a caixa está marcada ou desmarcada a célula de destino recebe valores de 1 ou 0.

060612_2113_Dynamicstat5Mas quando o spinner atualiza o valor na célula o status nas caixas não muda.

060612_2113_Dynamicstat6

Isto significa que, na versão atual do Dashboard não há nenhuma funcionalidade built-in para alternar dinamicamente o status verificado / Desmarcado do componente Caixa de Seleção.

Felizmente, há um trabalho em torno. Ao contrário de controles de formulário Excel, componentes Dashboard tem uma propriedade chamada de Visibilidade Dinâmica. Usando a sua magia em um conjunto com um componente Botão, podemos simular a funcionalidade de caixa de seleção do Excel em um Dashboard.

Vamos criar um modelo que demonstra essa técnica:

  1. Adicione duas Push Button e dois check box para uma tela. Vamos Personalizar um botão de pressão e combinar caixas de seleção e um botão em um botão personalizado. Podemos também usar os componentes de imagem em vez disso, é só temos um bom par de imagens de uma caixa de seleção marcada e desmarcada.
  2. Defina a propriedade do item de uma das caixas de seleção como verificado e o outro como desmarcada. A propriedade desse item está localizada na guia Comum da seção Comportamento. Vincular dados de origem para os botões de ação para a célula A3 e Destino para H3. A fórmula do Excel em A3 é = 1-H3 e o valor inicial no H3 é 1.
  3. A célula H3 vai definir a propriedade Visibility Status dinâmico para ambas as caixas de seleção. Defina a propriedade de chave para a caixa de seleção marcada para 1 e 0 para o desmarcado.

Neste ponto, a configuração do modelo deve ser semelhante à figura a seguir:

060612_2113_Dynamicstat7

1. Um dos botões vai ser exibido como é, e o outro será transparente. Sua propriedade Label deve estar em branco e a propriedade Fundo Botão Show desmarcada.

2. No componente check box coloque o botão transparente em cima deles.

3. Adicionar componente Tabela de planilha para ver o que acontece por trás da visualização.

Agora estamos prontos para testar.

Quando começa uma pré-visualização, podemos ver que a caixa de seleção está marcada e os valores em A3 (sombra em verde) é 0 e em H3 (sombreados em amarelo) é 1.

060612_2113_Dynamicstat8Quando um usuário clica em uma caixa de seleção, o que não está marcado, os valores em H3 e A3 se transformam em 0 e 1, respectivamente.

060612_2113_Dynamicstat9

Clicando sobre a caixa de seleção desmarcada traz o modelo para o estado inicial. E, como nos lembramos, o real clique acontece no botão de comando, e não em uma caixa de seleção. Mas é transparente para o usuário.

Esta abordagem permite que simulemos a funcionalidade caixa de seleção Excel em redefinir o status verificado / Desmarcado do componente check box. Também nos dá um modelo de trabalho que pode se estender para projetos mais complexos que fornecem regras baseadas em seleção dinâmicas de componentes logicamente agrupados em várias check boxes. Vou mostrar um exemplo na Parte 2 desta série: Selecionar todos ou selecione Nenhum.

Espero que tenham gostado dessa primeira parte do artigo e não percam as outras pois de agora em diante a coisa fica um pouco mais complicada.

 

Abraços!!!!

 

out 03 2013

SAP HANA One (Visão Geral)

Olá pessoal, hoje vamos falar sobre SAP HANA One.

O que venha ser o SAP HANA One?

O SAP HANA One é a plataforma do SAP HANA na web. Com ela você pode trabalhar no HANA como um servidor de banco de dados comum com diferença que ele está remotamente na web.

E com isso você pode desenvolver aplicativos usando o HANA com um banco de dados, mas isso é assunto para um outro post…

Eis aqui o passo-a-passo de como fazer. Embora exista alguns posts na internet que já mostrem como fazer, esse é o primeiro em português, com prints e com umas dicas a mais de maneira a tornar o mais fácil possível o processo.

Há outras empresas oferencedo o SAP HANA One, mas neste post iremos mostrar com o AWS da Amazon.

 

Let´s Begin:

1 – Clique aqui para criar uma conta no AWS

2 – Clique aqui para fazer o download do client e do HANA studio

3 – Clique aqui para criar uma chave S na SCN

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Depois de criar o login e ESTIVER LOGADO, siga para o passo 4.

4 – Clique aqui para criar uma licença de desenvolvedor.

As telas a seguir são bastante intuitivas, você deve aceitar a licença.

 

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Nesta tela é só inserir o numero da conta que você criou no AWS.

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Nesta tela tudo que você precisa fazer é dar um nome para o stack a ser criado. O stack é uma espécie de “lâmina” de servidor onde os recursos serão alocados (CPU, Memória, discos etc…).

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Nesta tela note que escolhi a menor instância, por questões de custo, o ideal é começar com a menor e caso precise, você poderá mudar a qualquer momento no seu console.

 

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Eu não criei nenhum tag e até hoje nunca me facilitou em nada.

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Aqui tem um dica importante com relação aos custos veja o link abaixo destacado em vermelho escrito “Cost” recomendo criar um link em seus favoritos para sempre que alterar a sua instancia ou adicionando discos você tenha uma previsão de quanto vai pagar, mas a frente eu dou um detalhamento deste link..

Após clicar em continue seu stack ficará pronto em menos de 5 minutos.

 

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Uma vez com o stack pronto, clique em Services e você poderá arrastar os ícones e criar atalhos na sua barra de atalhos.

Clicando no link “EC2” vc irá acessar a próxima tela.

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Clicando nos links destacados podermos descobrir o IP que será usado para conectar ao HANA no através do HANA Studio.

 

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Use o IP abaixo para configurar o arquivo Hosts.

 

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O arquivo Hosts, normalmente fica no caminho C:\Windows\System32\Drivers\etc

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Uma vez configurado o arquivo Hosts e instalado o cliente e o HANA Studio no computador, é só conectar ao HANA.

 

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Nesta tela coloque:

Usuário: SYSTEM
Senha: manager (em minúsculo)

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E Voilà o HANA está conectado!!!

 

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Custos:

Com relação aos custos tenho apenas 3 observações:

1 – Sempre que não estiver usando o HANA, mantenha sua instancia parada. Ainda assim a Amazon cobra um pequeno custo (menos de 6 dólares). Para não haver cobrança nenhuma você deve clicar em “terminate”.

 

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2 – Nunca deixe seu “Elatic IP” unassigned, pois se ele não estiver associado a uma instancia você é cobrado por isso também.

3 – A titulo de exemplo, usando o template padrão no qual o HANA One foi criado, usando 30 GB de disco e 2 horas por dia no mês (ou 60 horas) temos um custo aproximado de 38 dólares.

 

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Acesso ao LINUX a nível de OS:

1 – Você precisará dos 3 arquivos abaixo. Clique aqui para fazer o download do arquivos.

2 – Você deverá ter salvo o arquivo *.pem durante a criação do stack, caso não tenho feito, a exemplo deste post de realizar o download deverá deletar a chave e recriar novamente que após a re-criação será feito o download automaticamente pelo browser.  Lembre-se de guardar em um LOCAL SEGURO para não perder.

 

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3 – O usuário default do sistema operacional são:

Usuário: hdbadm
Senha: HANAabcd1234

Com eles você pode entrar no sistema e alterar esta senha, parar ou iniciar o banco (somente o banco e não a instancia) direto do HANA Studio com esse usuário e senha ou via linha de comando do Linux, usando o Putty e o arquivo .PEM.
Sinceramente nunca usei, troquei e nunca tive problemas e para ser sincero, quando tentei fazer ocorria um erro e não conseguia acessar.

Acho que um hacker não vai se interessar em descobrir o IP de um servidor de teste de um simples desenvolvedor… mas caso você queira tentar só clicar aqui, seguir as instruções e boa sorte ;)

 

Bom pessoal, agora que o brinquedo está pronto é só brincar!

No próximos posts iremos falar sobre outras maneiras de usar o HANA One e funcionamento interno do HANA.

Abraços e até lá.

 

set 09 2013

SAP Lumira (Parte 01)

Olá pessoal,

retornando as atividades do blog, hoje venho mostrar uma prévia (em 02 partes) do SAP Lumira (formerly SAP Visual Intelligence).

O que é o SAP Lumira: É uma ferramenta onde os usuários acessam, transformam e visualizam dados de maneira repetida, modo self-service. A interface dela é amigável e permite analisar rapidamente os dados.

Você pode conectar o SAP Lumira para visualização dos dados ao SAP HANA, a universos do SAP BO (versões 3.x e 4.x), a planilhas Excel, arquivos CSV ou usando um freehand SQL (instruções SQL).

 

Ah, e você pode baixar a versão Personal Edition for Free do SAP Lumira e realizar seus testes e afins.

 

Bom, vamos a prática:

- Execute o SAP Lumira:

img01

 

 

- Essa é a interface dela:

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- Clique em “New Document” e escolha “Universe 4.x”.

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- Conecte-se ao CMS (Servidor BO) e escolha o Universo (no caso e-fashion). Clique em “select”.

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- Escolha os objetos necessários para a sua consulta (podem usar o exemplo abaixo se quiser) e clique em “Acquire”.

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- Carregando os dados…

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- Pronto!

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Observe que a primeiro momento ele exibe os dados de forma tabular, podendo ser alterado no menu acima em: “Data”, “Split” e “Visualize”.

 

  • Em “Data”, como dito anteriormente são os dados disponíveis em forma de tabela.
  • Em “Split”, você divide a tela na visão dos dados tabulares e de gráfico.
  • Em “Visualize”, você tem uma visão com os componentes gráficos pertinentes aos objetos que você selecionou na consulta.

 

- Split.

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- Visualize.

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- Na parte superior você pode alternar com os diversos tipos de componentes gráficos. Exemplo abaixo, 3D.

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- Você também pode fazer filtros. É só clicar e arrastar a área de “Filters”. Assim que você seleciona um valor, automaticamente os dados são refletidos no gráfico.

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- Você também pode salvar uma espécie de “Snapshot”, clicando em “Save”. No Exemplo abaixo, selecionei um gráfico de Pizza.

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- Visão salva! Como podem ver aparece uma pequena janela logo abaixo de sua visão atual.

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Enfim, você pode trabalhar com qualquer tipo de dado e ter suas próprias visões. Um ponto interessante: Você pode compartilhar isso via e-mail, via StreamWork e etc.

 

Bom, essa foi a primeira parte, visão geral mesmo da ferramenta SAP Lumira. Em breve mais posts relacionados a esse e outros assuntos. Até mais.

 

Para esse post foi utilizado o SAP Lumira 1.0.11, SAP BO 4.0 conectado do Universo de testes/treinamento/padrão de instalação chamado e-fashion.

 

nov 20 2012

LCM – Life-Cycle Management (Parte 01)

No artigo de hoje vamos falar um pouco sobre uma importante ferramenta que é o LCM, trataremos especificamente da versão para a plataforma SAP BO 3.1.

1 – O que é o LCM? 

Refere-se ao conjunto de processos envolvidos na gestão de informações relacionadas a um ciclo de vida do produto, desde a fase de concepção até a entrega. Estabelece procedimentos para governar o ciclo de vida do produto, que inclui as fases de desenvolvimento, teste e produção. Estes fases podem ocorrer no mesmo local ou em diferentes localizações geográficas.

Em outras palavras podemos entender o LCM como uma ferramenta para migração de pacotes entre servidores SAP BO. Por exemplo, acabamos de desenvolver um relatório na ferramenta e queremos disponibilizar esse mesmo relatório em outro ambiente (de Homologação) para que o mesmo possa ser validado pelos nossos usuários.

Antes de iniciarmos nosso estudo sobre essa ferramenta é importante entendermos determinados termos utilizados no LCM.

JOB - é uma coleção de InfoObjects que podem ser movidos de um ambiente BO para outro ambiente BO de uma determinada empresa.  O Job também pode se referir a uma coleção de objetos relacionados e dependentes que possuem um conjunto de Ids únicos (CUIDs) que precisam ser promovidos ao sistema de destino.

JOB INSTANCE – é um job que está programado para ser executado em um momento específico pelo utilizador.

PRIMARY RESOURCE – refere-se a um recurso selecionado pelo usuário, que é promovido pela  ferramenta de gerenciamento de ciclo de vida.

PROMOTION - refere-se à atividade de criar ou atualizar um InfoObject, junto com seus objetos dependentes, no sistema de destino.

Ainda existem muitos outros termos utilizados no LCM, a medida que formos mostrando os recursos dessa ferramenta vamos descrever outros conceitos importantes.

 

2 – Ambiente de desenvolvimento de Jobs

A figura abaixo ilustra o ambiente de desenvolvimento do LCM.  Todo trabalho de criação de Jobs e promoção para outro ambiente acontece utilizando os recursos que apresentaremos de forma prática a seguir.

3 – Criação de um job passo a passo

Como primeiro passo devemos logar na aplicação LCM conforme indicado na figura baixo. Vale lembrar que na versão 4.0 do BO essa ferramenta já se encontra disponível no CMC não havendo a necessidade de se comprar um software a mais.

Observe no próximo passo a tela seguinte, nela conseguimos ver um histórico de todos os Jobs publicados anteriormente, bem como informações úteis como nome do Job, Status, data de criação e origem dos objetos. Nessa tela teremos condições de criar um job novo (migrando objetos de um ambiente para o outro), ou simplesmente podemos criar um arquivo .BIAR contendo os objetos fruto de um desenvolvimento qualquer. O Administrador de ambiente SAP BO poderá por exemplo criar backups do ambiente e salvar os objetos no formato de arquivo .BIAR.

 

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No próximo artigo continuaremos com o estudo do LCM e mostraremos mais recursos dessa importante ferramenta.

Espero que tenham gostado.

 

Até a próxima.

mai 12 2012

Como verificar versão do Crystal Reports

Neste artigo, vou descrever uma das formas de visualizar a versão do Crystal Report. Esta não é a única forma, porém é segura.

Você poderá abrir as pastas a seguir através de linha de comando (Command-CMD) ou pelo próprio Windows Explore. Neste exemplo abrirei pelo Windows Explore.

Inicialmente deverá ser aberta a pasta “assembly” que se encontra no driver “C:”, dentro da pasta WINDOWS.

 

Dentro desta pasta, procurar o nome CrystalDecisions.CrystalReports.Design. Dependendo da quantidade de versões instaladas na máquina, apareceram mais arquivos. Você deverá procurar a mais recente de todas, pois esta é a que está sendo utililzada.


Repare que existem 4 arquivos com o mesmo nome. Se você reparar na versão, o arquivo mais recente é o selecionado na figura.
Após achar o arquivo correto, clique com o botão da direita em cima dele e selecione “propriedades” ou “properties” dependendo do idioma utilizado.

Dentro das propriedades do arquivo, você deverá selecionar a aba “versão” ou “version”.
No canto superior esquerdo, aparecerá, em “Versão do arquivo” ou “File Version” a versão utilizada.

 

Segue abaixo o link com mais informações sobre SPs e FPs da SAP:
https://wiki.sdn.sap.com/wiki/display/BOBJ/Crystal+Reports+2008+-+Version+and+Download+information+for+SPs+and+FPs

 

 

 

mai 04 2012

Administração Central Management Console – SAP BO CMC (Parte 3)

Hoje daremos continuidade na nossa série de artigos sobre administração.  Nos artigos anteriores vimos tivemos uma visão geral de como funciona a arquitetura de administração do SAP BO, vimos alguns exemplos de criação de um usuário e a associação desse usuário a um
grupo de usuários entre outras coisas.

Um ponto de grande importância para quem administra um ambiente SAP BO é entender e planejar  um modelo de segurança eficiente.

Antes de discutirmos sobre um modelo de segurança vamos falar brevemente sobre mais alguns conceitos que envolvem a administração SAP BO.

1 – Pastas versus Categorias

As pastas assim como as categorias são formas de se organizar o conteúdo (objetos) do SAP BO de forma coerente e de fácil localização.

As categorias etiquetam os objetos (documentos) de uma maneira significativa a fornecer um método adicional de classificação, que facilita a procura dos objetos por parte dos usuários. Elas permitem que os usuários visualizem seus objetos através do sistema porque uma categoria não é confinada pela posição de armazenamento do objeto, isso quer dizer que um objeto ou relatório que hoje é armazenado em uma pasta pode ser atribuído a várias categorias.

Abaixo mostramos no ambiente CMC as telas referentes à administração de pastas e categorias.

2 – Modelos de Segurança do CMC

Existem dois métodos para associar permissão aos usuários:

Nível de Acesso pré-definido

Os níveis de acesso pré-definidos são uma coleção de direitos que foram ajustados do sistema SAP BO para fornecer alguns acessos mais comuns aos usuários.  Recomenda-se o uso de nível de acesso pré-definido sempre que for possível.

Direitos Avançados

Os níveis de Direitos Avançados são ajustes específicos que fazemos para um determinado objeto, podendo personalizar as ações que  eterminados usuários podem executar em um objeto ou conteúdo.

3 – Aplicando Direitos a Usuário e Grupo em Objetos e Pastas

A segurança do CMC funciona da seguinte maneira:

  • Segurança Global
  • Nível de Segurança por Pastas
  • Nível de Segurança por Objetos

Segurança Global

A segurança global é a segurança padrão do sistema. Os direitos globais não são especificados para nenhum objeto, mas quando uma pasta de nível superior é adicionada ao sistema, o direito padrão desta pasta recebe como herança o nível global.

Nível de Segurança por Pastas

Permite ajustar direitos do nível de acesso para uma pasta e os objetos contidos nessa pasta.  Quando as pastas do nível superior herdam a segurança do nível global, as subpastas herdam a segurança das pastas pai.

Nível de Segurança por Objetos

Os objetos do SAP BO herdam a segurança de sua pasta pai. Os direitos se ajustam explicitamente nos direitos herdados ao nível do objeto.

A tela acima ilustra exatamente o tipo de ambiente que o leitor irá encontrar para configurar os níveis de acesso dos usuários do SAP BO.

Espero que tenham gostado desse artigo e aguardem novas matérias no blog.

Grande abraço

mar 22 2012

Informações de Direitos no Universe Design

Hoje falaremos brevemente sobre como visualizarmos os níveis de segurança atribuídos a cada grupo no CMC do SAP BO.

A SAP tem incluído um grupo de usuários do Universo Designer desde a Release 2 (R2 XI). Para trabalharmos com esses grupos é recomendado
atribuirmos um usuário a um ou mais grupos para que se tornem subgrupos do grupo pai. A idéia é que os usuários ou subgrupos criados possam herdar todos os direitos do grupo pai.

Observando recentemente a versão 4.0 do SAP BO verificamos que o mesmo atribui segurança de forma diferente entre as duas ferramentas de camada semântica. Para o Universe Design Tool a SAP utiliza um alto-nível de controle de acesso conforme verificamos na figura abaixo.

Usando o Gerenciador de permissões, podemos analisar e verificar que realmente a ferramenta do Universo nos oferece um controle total aos usuários do projeto.

Observamos também que a nova ferramenta de design atribui direitos avançados, não só controle completo, para o grupo interno de usuários do Universe Designer.

Falaremos com mais detalhes sobre as permissões, grupos de usuários e suas aplicações em artigos futuros.

Até breve.

fev 18 2012

Consumindo um modelo Xcelsius no Crystal Reports

No artigo de hoje falaremos brevemente sobre como as ferramentas da SAP BO se integram, mais especificamente falaremos da integração existente entre o Xcelsius e o Crystal Reports. Faremos uma demonstração simples e breve de como podemos executar no Crystal reports um modelo de painel criado no Xcelsius.

Vamos ao passo a passo:

1- Desenvolver um modelo no xcelsius da seguinte maneira:

Insira um gráfico de barras e um combo box.

Combo:

Os rótulos do combo box serão as células de A2 a A6.

Os dados de origem serão as células A2 a E6.

O Destino será de A10 a E10.

Gráfico:

O titulo será a célula A10.

Os valores de intervalo serão as células de B10 a E10.

Os rótulos da categoria X serão as células de B1 a E1.

Na barra de ferramentas a opção Gerenciar Conexões, selecione a opção consumidor de dados do crystal.

Cabeçalho de linha, selecione de A2 a A6.

Cabeçalho de coluna selecione de B1 a E1.

Dados selecione de B2 a B6.  Ajuste a janela no limite do componente. Salve o modelo. Exporte para SWF.

2- Desenvolver um relátório no crystal da seguinte maneira:

Crie um novo relatório utilizando o banco de exemplos Xtreme Smaplas database.  Insira as tabelas Customer e Orders conforme demonstramos na figura abaixo.

Insira um objeto flash no relatório.

Utiliza a opção incorporar.

Posicione o objeto na cabeçalho do relatório.

Botão direito em cima do objeto flash, especialista em dados flash.

Arraste o campo Customer Country para o quadrado Inserir rótulo de linha. Arraste o campo Order Date para o quadrado Inserir rótulo da
coluna. Arraste o campo Order Amount para o quadrado valor dos dados.

Clique no quadrado Customer Contry e crie uma classificação de grupo para retornar somente 5 países. Selecione o quadrado data e clique em opções. Mude para opção a coluna será impressa para cada ano.

Clique em OK.  Execute o relatório.

Espero que tenham gostado dessa demonstração. Em breve teremos mais novidades no nosso blog.
Fiquem atentos.

Até a próxima.

 

fev 11 2012

Dashboard Designer – SAP BO 4.0 – (Parte 01)

No artigo de hoje vamos começar uma serie de estudos sobre a nova ferramenta da SAP para painéis gerenciais, o Dashboard Designer. Vale ressaltar que essa ferramenta e uma evolução do Xcelsius. O objetivo dessas serie de artigos é demonstrar a capacidade dessa ferramenta, seus componentes, aplicações, curiosidades e integrações com outras ferramentas da SAP como o WebIntelligence, etc.

Introdução

Antes de começarmos a mostrar algumas funcionalidades dessa ferramenta vamos mostrar o novo visual do ambiente de trabalho do Dashboard Designer. Podemos observar de uma forma geral que pra essa nova versão a ferramenta apresenta um visual mais elegante.

Um detalhe importante sobre essa nova versão diz respeito aos menus NEW, RECENT e OPEN.

Conforme observado na figura abaixo no menu NEW podemos por exemplo criar um documento novo, um documento a partir
de um modelo já existente, etc. O menu RECENT nos mostrará os últimos documentos que foram abertos e trabalhados na ferramenta e por último no menu OPEN encontramos a opção para abrir documentos diretamente da plataforma SAP BO, um arquivo local, etc.

Observamos também que a barra de ferramentas continua praticamente a mesma da versão Xcelsius para o SAP BO 3.1.

1 – Visão Geral

O Dashboard Designer pode ser entendido como uma ferramenta gráfica com diversos componentes para visualização.  Essa ferramenta não
processa fórmulas ou condições; essas são pré-contruídas nas planilhas que serve como a principal fonte de dados para a mesma.

Exemplo de painel gerencial no Dashboard Designer.

Obs.: Para os nossos exemplos de utilização de componentes e criação de Painéis utilizaremos como base o modelo de planilha abaixo.

2 – Componentes

Mostraremos nessa parte do artigo os principais componentes, suas funcionalidades e aplicabilidades no desenvolvimento de Painéis Gerenciais.

Os principais componentes estão disponíveis e agrupadas conforme ilustram as figuras, e suas formas de visualização e utilização fica a critério do desenvolvedor.

Uma vantagem dessa nova versão, dentre algumas que destacaremos ao longo dos artigos, é um componente que nos permite conectar ao Universo do SAP BO. A opção onde encontramos esses componentes é a Universe Connectivity e dentro dela encontraremos os dois componentes utilizados para conectar com o universo que são Query Refresh Button e Query Prompt Selector.  A sua utilização bem como a de outros componentes demonstraremos no final dessa série de artigos.

3 – Componentes Gráficos

O Dashboard Designer disponibiliza uma série de componentes gráficos para a criação de Painéis Gerenciais, dentre eles temos opções para a criação de gráficos de pizza, gráfico de barras, gráficos de linhas, etc.

Para o nosso primeiro exemplo demonstraremos a criação de um gráfico de linhas utilizando a base já apresentada nesse artigo.

Para o exemplo abaixo a planilha que serviu de base para o nosso estudo já foi devidamente importada para a ferramenta.

Escolheremos o gráfico desejado e arrastaremos o mesmo para a nossa área de trabalho conforme abaixo.

Faremos agora os devidos mapeamentos com a nossa base de dados para apresentar o gráfico de forma amigável e com informações consistentes.

Passo 1 – Na opção General façamos o mapeamento dos campos referentes ao Titles e Subtitles conforme demonstrado abaixo.

Passo 2 – Para as informações de dados na opção By Range faremos o mapeamento dos dados referentes aos itens Desktops, Notebooks, etc. em relação a todos os meses do ano. Na informação referente à By Series para cada item (Desktops, Notebooks, Servidores, etc.) fazer o devido mapeamento conforme demonstrado abaixo.

Para cada item no By Series faça o mapeamento para o campo Name  e para o campo Values(Y).

Para o mapeamento referente à opção Category labels (X) proceda com o mapeamento conforme abaixo.

Com os mapeamentos devidamente realizados execute o painel para verificarmos o resultado final desse componente.

Ainda existem outros recursos muito interessantes que muita das vezes são comuns aos componentes como, por exemplo, Insertion (Drill), Alertas, etc.

Espero que tenham gostado desse primeiro artigo dessa série no qual vamos abordar vários temas interessantes sobre o Dashboard Designer. No próximo artigo continuaremos a falar sobre os componentes existentes nessa poderosa ferramenta de criação de painéis gerencias.

Até a próxima.

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