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dez 13 2016

SAP BI Portfolio: Qual ferramenta melhor se aplica ao seu caso?

Está difícil decidir que produto de BI é melhor para o seu cliente ou empresa? As opções no mercado são tantas que acabam te deixando confuso? Você não sabe para que serve as diferentes ferramentas e como elas podem ser usadas para ajudar desde o nível estratégico ao operacional?

Seus problemas acabaram!!!  OK, serei menos pretensioso:  seus problemas DIMINUIRAM! rsrs pelo ao menos o que tange as ferramentas de BI da SAP é o que vou tentar ajudar com esse post.

Hoje tentarei fazer um BREVE resumo de como as ferramentas de BI no que tange ao Reporting são categorizadas, e que diferentes niveis de estrategia dentro da empresa elas podem atender e por fim um comparação entre as ferramentas de BI da SAP(Afinal este blog é voltado para ferramentas da SAP) e deixar você menos confuso, se ao final eu conseguir, o propósito deste post foi atingido.

First things first: Vamos ver como as ferramentas de BI em 2016 estão posicionadas, segundo o Gartner:

post005_001

Vemos que a SAP, está nos quadrantes das visionárias. Vale considerar que os posicionamentos das empresas variam muito de ano para ano, tanto que em 2015 a SAP já esteve no quadrante dos líderes, mas nesse quesito, temos que tirar o chapéu para a competência da Tableau que nos últimos 3 anos tem sido líder disparado nas pesquisas da Gartner.

Mas voltando ao mundo SAP, na minha humilde opinião a SAP tem simplificado o seu portfólio e ao mesmo tempo o ampliando as funcionalidades e o poder de suas ferramentas de BI tornando mais fácil entender qual o propósito e para que serve cada uma delas, e também ajudando as empresas a diminuírem seu landscape, TCO e também a tornar a escolha mais fácil..rsrs… veja a imagem abaixo:

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No caso do Analysis for Office, podemos enquadrá-la como uma ferramenta de Discovery & Analysis. Mas da onde eu tirei essa conclusão? Bem, então para entender melhor como classifica-las temos que ter em mente que basicamente as ferramentas de BI se dividem em  3 áreas:

  • Reporting;
  • Discovery & Analysis;
  • Dashboards & Applications.

Não confuda as categorias acima com outros conceitos como Cloud BI, advanced analytics e self-service BI etc.. Pois todos estes por exemplo se misturam e/ou estão inseridos nas categorias acima…

Vou falar rapidamente dessas 3 areas e focando na convergência para qual as ferramentas da SAP estão caminhando… meu objetivo aqui não é ensinar nenhum conceito ou aprofundar em detalhes deste mundo, até porque, haja post para filosofar em cima de tanta coisa que anda rolando neste mercado, meu objetivo aqui é prover um overview de conceitos atrelados as ferramentas do portfólio de BI da SAP para te ajudar a entender como elas podem ajudar a você, sua empresa e/ou seu cliente.

Eu também vou dar uma de atrevido e visionário rsrs e já vou excluir das análises as ferramentas que já considero “obsoletas” e/ou que já estão caminhando para tal, como é o caso do BO Dashboards enquanto Design Studio evolui para se tornar “A Ferramenta” de Dashboards(entre outras coisas) da SAP, facilitando ainda mais o entendimento de qual ferramenta usar…

No que tange ao novo “mantra” da SAP: Simplicity, Openess, Modern UI and Performance, já estamos fazendo uso da Simplicity kkkkk

Reporting

As ferramentas de Reporting nos ajudam a:

  1. Capacidade para que os usuários criem, formatem e distribuam informações;
  2. Design de alta produtividade para projetistas de relatórios;
  3. Crie rapidamente relatórios formatados em qualquer fonte de dados;
  4. Distribuição segura de relatórios tanto interna como externamente;
  5. Minimize os custos de suporte de TI, capacitando os usuários finais a criar e modificar facilmente seus próprios relatórios;
  6. Melhore aplicativos personalizados com relatórios incorporados.

As ferramentas da portfolio da SAP mais indicadas para essa área mas nao de maneira exclusiva são: Webi e Crystal.

O WebI é uma solução líder de mercado em self-service BI que permite que os usuários de negócios criem e modifiquem rapidamente seus próprios relatórios. Esta ferramenta flexível também pode ser usada para consultar dados, bem como relatório sobre ele. Ele também permite a construção de painéis, embora uma alternativa mais fraca para as outras ofertas no Design Studio e Dashboards, e o conteúdo é acessível a partir de dispositivos móveis, web, desktop etc.

O Crystal Reports é usado para criar relatórios poderosos, ricamente formatados e dinâmicos de praticamente qualquer fonte de dados, entregue em dezenas de formatos. Uma ferramenta de relatório de produção robusta, o SAP Crystal Reports transforma quase qualquer fonte de dados em informações interativas e acionáveis que podem ser acessadas off-line ou online, a partir de aplicativos, portais e dispositivos móveis. Otimizado para relatórios e publicações de alto volume, o Crystal Reports também possui API poderosa para incorporar relatórios em outros aplicativos como Adobe e Salesforce por exemplo.

Discovery & Analysis

As ferramentas de Discovery & Analysis nos ajudam a:

  1. Capacidade de rapidamente Mashup, Explorar e Analisar;
  2. Agilidade para analistas de negócios e usuários;
  3. Acesse, limpe e combine dados de várias fontes;
  4. Descubra padrões, tendências e outliers;
  5. Conte sua história com visualizações e análises;
  6. Responda a qualquer pergunta comercial de um navegador ou dispositivo móvel;
  7. Opcionalmente, fornecer uma camada de segurança e governança para aumentar a confiança;

As ferramentas do portfolio da SAP mais indicadas para essa área mas não de maneira exclusiva são o SAP Lumira e o Analysis for Office. Quando digo de maneira não exclusiva quero dizer que por exemplo saindo um pouco do portfolio de BI e subindo a hierarquia e indo para analytics temos o HAP(HANA Analysis Process dentro do BW e a PAL(Predictive Analytic Library dentro do HANA)… apenas para citar alguns exemplos…

O SAP Lumira é uma aplicação de Self-Service e visualização de dados da SAP, que permite ao usuário acessar, limpar e combinar dados de várias fontes sem envolver TI em digamos, um grau maior do que o WebI.
Isso permite uma maneira envolvente de explorar dados, descobrindo padrões, links e tendências e, em seguida, contar sua história com visualizações poderosas e interativas, infográficos e analíticos.
É uma ferramenta fácil de usar, mas poderosa, que é adequada para analistas de negócios com muito pouco treinamento. Uma grande vantagem do Lumira em relação ao Analysis for OLAP por exemplo, é possuir uma flexibilidade de acessar, limpar e combinar dados sem envolver TI.

O Predictive Analytics é uma extensão da licença Lumira que inclui a funcionalidade Predictive Analysis, como algoritmos preditivos, análise de visualização de resultados e ferramentas de gerenciamento de modelos.

SAP BusinessObjects Analysis for Office é um complemento do Office que permite a análise ad-hoc multidimensional de fontes OLAP no Excel (fatia e dados). Ele também permite, Excel workbook baseada em design de aplicativos e criação de apresentações de BI no PowerPoint e se conecta perfeitamente ao SAP NetWeaver BW e SAP HANA.

Esta é a ferramenta hoje que possui mais o DNA do já quase finado mas nem tanto, Bex Analyzer sendo assim a substituta natural.

Dashboards & Apps

As ferramentas de Dashboards & Apps nos ajudam a:

  1. Capacidade de construir painéis e aplicações analíticas envolventes;
  2. Construção de análises interativas e visualmente atraentes;
  3. Ter o autor da aplicação, ou capacitar a empresa a compor seus próprios painéis de componentes pré-construídos;
  4. Acesso via dispositivos móveis.

A ferramenta do portfolio da SAP mais indicada para essa área mas não de maneira exclusiva é o SAP Design Studio.

O SAP Design Studio permite um design intuitivo de conteúdo analítico centralmente governável, desde analíticas guiadas até sofisticadas aplicações OLAP e painéis agregados. O produto possui suporte para iPad fora de caixa, uma interface de usuário HTML5 de última geração, uma aplicação sem costura, um designer baseado em WYSIWYG Eclipse, suporte completo e nativo de consultas BW BEx, conectividade direta com a HANA, além de um Motor de scripts avançado apenas para citar alguns.
Quando usado com o BPC Embedded Model, o Design Studio pode ser usado para construir aplicativos de planejamento abrangentes e prontos para entrada de dados. Os valores individuais podem ser bloqueados durante a construção de um plano para outros valores. A grande vantagem com o Design Studio é o script que permite uma grande flexibilidade e é favorecido por técnicos.

E por ultimo alguem lembra do Bex WAD(Web Application Designer)? Pois bem, o Desgin Studio naturalmente substitui essa nossa morta-viva, digo isso, pois ainda existem soluções sendo usada em clientes que foram desenvolvidas nela

Aderência aos Niveis Estratégicos

 Agora que já sabemos par que serve cada ferramenta, a figura abaixo mostra como elas se encaixam nos diferentes níveis estratégicos da empresa e por quem normalmente poderiam ser usadas:

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A maior parte dos usuários finais, que estão na base da piramide tendem a se basear em uma funcionalidade de relatório padronizado pré-formatado, este tipo de usuário geralmente seriam  usuários finais operacionais.

Uma parte também considerável, que está no meio da piramide, que contem além dos usuários-chave ou Key-users, está aquele que eu chamo “carinhosamente”de usuário-chave candidato que é um perfil que gosta de fazer analise interativa altamente ágil, no qual  gostam de  usar funcionalidades como slice-and-dice e  drill-down para descobrir tendências e padrões de dados, exigindo assim um tipo de descoberta de dados e funcionalidades, este tipo de usuários são geralmente analistas de negócios… Inclusive abrindo um parenteses bem rápido, o BW(sistema de datawarehouse da SAP) desde sua versão 7.3-SP5 oferece uma nova funcionalidade bem interessante para este perfil de usuário chamada BW workspaces que permite key-users e analistas avançados criarem/customizarem scenarios ad-hoc em bases de dados e modelos pré-existentes, e estes sim, mantidos pela TI, para novas formas de visualizar estes mesmos dados e/ou prototipagem rápida, mas isso é um assunto para outro post… rsrs
Um grupo menor de usuários, que está no topo da piramide estão os que desejam ver de maneira altamente resumida e visual, geralmente representada por alguma forma de funcionalidade de painel, estes forneceriam uma mistura de funcionalidade ágil e padrão dependendo das habilidades e do conhecimento dos usuários finais, e abrangeria, em geral, os usuários de alta administração.

Observe que na imagem eu coloquei um *, para as ferramentas de dashboards, pois ao contrário do que se pensa, KPI pode ser estratégico ou operacional, paineis de indicadores não servem apenas para a diretoria e/ou um nível altamente estratégico, pode existir também para ajudar conntrolar operações rotineiras de uma empresa e em tempo real.

Eu não estou considerando neste post outros fatores que com certeza devem ser levados em conta durante a escolha de uma ferramenta como custos de licenciamento, implementação, manutenção, prazos etc…

A quantidade de preparação de dados que será exigida pelos usuários de negócios também determinará se uma abordagem de análise de dados pré-formatada deverá ser usada ou uma ferramenta de self-service de data discovery. Você deve selecionar a melhor ferramenta de BI que suporta os usuários para fornecer suas necessidades de relatórios e análises.

Pesquisando na internet encontrei uma matriz de alto nível e fiz uma adaptações e simplificações afim de tentar cobrir o tipo de perguntas que devem ser feitas, e quais as capacidades do produto estão disponíveis para cada ferramenta. Como as ferramentas estão em constante evolução, a matriz pode não estar atualizada, pois algumas das capacidades podem ter melhorado:

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Conclusão

Em um ambiente de BI, geralmente há um conjunto diversificado de requisitos resultando em diferentes tipos de usuários, funcionalidade e níveis de agilidade que também devem fornecer um alto nível de interoperabilidade, escalabilidade e segurança, desempenho e integração com outras ferramentas da empresa.

Para determinar o produto BI certo é necessário entender os requisitos de quem vai usar, assim como em um projeto e também ter a habilidade de identificar o que realmente é necessário, que tipo de dados seus usuários vão analisar, como eles querem utilizar e repassar aquela informação, com que frequencia, em que formato(isso incluir analisar se o formato de quem vai enviar e compativel e esperado por quem vai receber) etc.

Bom com isso chegamos ao final deste post e espero ter atingido o objetivo de ajudar a entender melhor a evolução das ferramentas de BI da SAP e como você pode usá-las em sua empresa ou recomendar ao seu cliente.

Nest post eu foquei apenas nas ferramentas de BI da SAP, embora no portfólio de Analytics que inclui o BI existem novas ferramentas como o RoamBI, Business Objects Cloud e o SAP Digital Board Room mas este também é um assunto a ser abordado em outro post que farei em breve, onde também aproveitarei para falar sobre uma discussão que tive com um colega meu sobre se Business Intelligence e Business Analytics é a mesma coisa, se são diferentes, se um está dentro do outro etc.

Fique ligado aqui no blog e em caso de dúvidas coloque nos comentários, ou então me envie uma mensagem pelo LinkedIn, será um prazer poder ajudar…!

<Forte Abraço e até a próxima>

 

jan 22 2012

Web Intelligence – Solução de Problemas em fórmulas

No artigo de hoje vamos falar sobre um tema que vai ajudar bastante os desenvolvedores de SAP BO no que diz respeito aos principais problemas e soluções de fórmulas no WebI. Um ponto importante que vale ressaltar é que todas as mensagens de erro em fórmulas no WebI começam com o # e aparecem na célula onde a fórmula é colocada.

Os principais erros são:

•#DIV/0

• #MULTIVALUE

• #OVERFLOW

• #SYNTAX

• #INCOMPATIBLE

• #CONTEXT

• #ERROR

1 – #DIV/0

# DIV / 0 ocorre sempre que uma fórmula tenta dividir um número por zero, o que é matematicamente impossível. Zero nunca pode aparecer como um divisor.

Exemplo:

2 – #MULTIVALUE

Ocorre sempre que você coloca uma fórmula que retorna mais de um valor em uma célula que produz um único valor.

Exemplo:

Obs.: Se esse mesmo relatório é dividido em seções por País, por exemplo, observamos que há apenas um valor por país conforme figura abaixo.

Fora da seção, no entanto a fórmula ainda retorna #MULTIVALUE.

3 – #OVERFLOW

O erro #OVERFLOW ocorre quando um cálculo retorna um valor que é muito grande para WebIntelligence trabalhar. Esse valor, na forma exponencial, é 1.7E308.

4-#SYNTAX

Ocorre quando uma fórmula referencia um objeto que já não existe no relatório.

Exemplo:

Referenciando um objeto não existente.

Se a variável Yearly Average  é excluída do relatório, ele agora aparece com esse formato:

5 – #INCOMPATIBLE

Ocorre quando as dimensões em uma consulta são incompatíveis.

6 – #CONTEXT

A mensagem de erro #CONTEXT está relacionada com o erro #INCOMPATIBLE que ocorre quando uma consulta contém objetos incompatíveis.  O #CONTEXT ocorre quando em uma consulta específica um objeto medida de agregação é inexistente para um determinado contexto.

7 – #ERROR

É a mensagem de erro padrão que cobre todos os erros não abrangidos pelas mensagens descritas anteriormente nesse artigo.

Exemplo:

Esses são erros que certamente o leitor vai encontrar no seu dia a dia de desenvolvimento de relatórios. Com a prática a resolução desses problemas se torna algo mais fácil.

Espero que tenham gostado.

Até a próxima.

jan 16 2012

Sincronizando Dados no Web Intelligence

No artigo de hoje falaremos sobre uma funcionalidade muito interessantes e útil no Web Intelligence que é a Sincronização de dados ou mescla de dimensões. Essa funcionalidade é muito útil quando queremos apresentar em uma tabela, por exemplos informações oriundas de consultas distintas.

1 – Introdução

Em um documento Web Intelligence pode ser utilizado um ou mais queries. Estas queries podem ser baseadas em um ou mais universos.

Ou seja, em um mesmo relatório, pode ser incluído e formatado o resultado de duas queries que acessam universos diferentes.

O system administrator determina as permissões para os acessos a universos

Em um único documento é possível incluir até no máximo 15 queries.

Observamos no exemplo abaixo a junção dos 5 blocos de resultados das consultas em apenas 3 blocos.

Para ter dados de diferentes fontes em um único bloco, é preciso sincronizar dados de dimensões merged.

Se os dados não forem sincronizados com dados similares o Web Intelligence não irá saber de que forma os dados estão relacionados e o relatório pode não mostrar resultados relevantes.

2 – Sincronizando Queries Merging Dimensions Manualmente

Há como definir os relacionamentos entre os objetos de diferentes universos manualmente (merging dimensions).

Isto permite identificar os objetos que retornam dados comuns em ambas as queries.

Uma vez que as dimensões merged estejam postadas, é possível comparar as informações entre as queries mais precisamente.

Algumas regras para relembrar ao merging dimensions de múltiplas queries:

1- Só é possível o link  de objetos de dimensão

2- Os objetos não precisam ter o  mesmo nome

3 – Os objetos precisam ter o mesmo formato de dado

4 – Todos os dados no data provider são case-sensitive

5 – O formato dos valores deve ser o mesmo

6 – Qualquer número de query podem ser linked por objetos de dimensão comuns

7 – Qualquer número de objetos de dimensão podem ser merged entre duas queries

8 – Um objeto measure pode ser sincronizado com sucesso somente para o nível de detalhe mais baixo  que é comum entre duas diferentes fontes de dados.

Abaixo mostramos o resultado de uma consulta envolvendo 2 universos.  Os objetos Store name e Sales revenue são do mesmo universo
e fonte de dados (eFashion) mas o Number of employees é de outro universo e fonte (eStaff).

O resultado abaixo é apresentado quando criamos um relatório onde não fazemos a sincronização dos dados desses universos.

Agora apresentaremos o resultado do mesmo relatório com as dimensões mescladas.

3 – Demonstração

Abaixo demonstraremos como criar um relatório com múltiplas fontes de dados. Primeiro criaremos uma consulta a partir do universo eFashion conforme ilustrado abaixo.

Criaremos em seguida outra consulta vinda do Universo Island Resorts conforme ilustrado abaixo.

Observe que para cada consulta temos a dimensão City cujos dados estão na mesma granularidade. Esse objeto será usado para realizar a mescla das duas consultas conforme veremos a seguir. O resultado das duas consultas separadamente está sendo representada no relatório de exemplo abaixo.

Para criarmos um relatório com as duas medidas, precisamos fazer o que chamamos de mescla de dimensões.  Para tanto juntamos o objeto em comum nas duas consultas, no nosso exemplo o objeto City. O resultado dessa mescla é apresentado abaixo. Observe que a medida Number of Guests apresenta valor apenas para os dados que existem em comum nas duas consultas.

Esse tipo de recurso no Web Intelligence é muito útil em determinados casos, dependendo do projeto em que você estiver atuando.

Espero que tenham gostado desse artigo e em caso de dúvidas é só postar.

Até breve.

jan 13 2012

Web Intelligence – Mensagens de Erros

Começaremos o ano novo com um artigo simples, mas bem útil pra quem desenvolve muito usando o  WebIntelligence.  Agrupamos nesse artigo algumas das principais mensagens de erro e possíveis soluções. O objetivo desse artigo não é esgotar esse assunto uma vez que existem vasto materiais e manuais técnicos com essas mensagens para orientar o desenvolvedor.

Invalid block definition. (WIH 00001)

Causa:

Você tentou executar a consulta, ou acessar os filtros dos relatórios ou Propriedades sem completar os seguintes critérios:

Para tabelas, crosstabs e formulários, você deve alocar objetos para cada campo.

• Para todos os tipos de gráfico, você deve alocar objetos de medida únicos para a Y-Axis.

• Para todos os tipos de gráfico, exceto gráficos de pizza, você deve alocar pelo menos uma dimensão ou objeto detalhe para o X-Axis.

• Para todos os tipos de gráfico, exceto gráficos de pizza, se você tiver atribuído mais de um objeto para o eixo Y, você não pode alocar todos os objetos para o Z-Axis.

• Para gráficos de pizza, você pode alocar apenas um objeto de medida para a Y-Axis.

• Para gráficos de pizza, você deve alocar pelo menos um objeto para o X-Axis.

Ação:

Alocar adequadamente os objetos para cada campo necessário.

This object has already been inserted. (WIH 00002)

Causa:

Você não pode inserir o mesmo objeto mais de uma vez em uma consulta

Ação:

Escolha outro objeto, ou execute a consulta com o objeto que você selecionou.

This filter has already been inserted. (WIH 00003)

Causa:

Você não pode inserir o mesmo filtro pré-definido mais de uma vez em uma consulta.

Ação:

Escolha outro filtro predefinido, ou execute a consulta com o filtro predefinido já escolhido.

You must insert a result object before choosing another tab. (WIH 00008)

 Causa:

Você tentou acessar outro guia, sem a inserção de objetos para o relatório.

Ação:

Inserir um ou mais objetos para o relatório no painel de objetos no Universo na tab de query.

You cannot create a section using a measure. (WIH 00009)

Causa:

Você só pode criar seções em dimensões. Por exemplo, você pode criar seções por períodos de tempo, geografias, categorias de produtos, clientes e assim por diante. Você não pode criar seções sobre medidas.

Ação:

Selecione a dimensão para criação a seção. 

The document could not be saved. (WIH 00014)

 Causa:

O WebIntelligence não foi capaz de salvar o documento para o repositório. Este erro pode ocorrer por uma série de razões. Por exemplo: você não tem o direitos de segurança para a pasta onde você tentou salvar o documento.

Ação:

Consulte o administrador do BusinessObjects para determinar por que você não poderia salvar o documento.

 You cannot create a variable that has the same name as an existing document object. Give the new variable a different name. (Error: WIJ 10001)

Causa:

Um documento único do WebIntelligence não pode conter vários objetos ou variáveis ​​com o mesmo nome.

Ação:

Para salvar uma nova variável, cria a mesma com um nome diferente dos objetos e variáveis ​​já incluídas no documento.

The query in this document is empty. Check that the Result Objects pane on the query tab includes objects before running the query (ERR WIJ 30000).

Causa:

Se a consulta não contém quaisquer objetos, Web Intelligence não pode executar a consulta e recuperar dados do banco de dados.

Ação:

Edite a consulta e adicione os objetos apropriados no painel de consulta.

Existem ainda muitas outras mensagens de erros conhecidas, com o tempo iremos postar mais.

Espero que tenham gostado e até a próxima.

ago 09 2011

Cálculo de Contexto (Input e Output Context)

Cálculo de Contexto (Calculation Context).

Primeiro vamos entender um pouco mais sobre este cálculo, pois existe uma confusão grande na diferença entre os dois.

Para o cálculo de contexto, são compreendidos duas formas: Input e Output

Quando queremos utilizar uma agregação calculada, precisamos do Input Context e quando queremos utilizar uma agregação projetada, precisamos do Output Context.

Contexto de Input (Input Context):

Quando fazemos qualquer seleção em um bloco (tabela ou gráfico) ou queremos incluir alguma(s) dimensão no contexto do meu trabalho e não precisamos de uma agregação no nível do relatório (global), utilizamos um Contexto de Input. Este contexto nos dá a liberdade de selecionar uma ou mais  dimensões para restringir os valores e/ou incluí-los no contexto da minha consulta.

Como foi dito anteriormente, o Contexto de Input é utilizado para fazer uma Agregação Calculada, ou seja, esta função restringe o meu universo ao subconjunto que eu desejo trabalhar . Posso citar como exemplo o caso do valor máximo da receita relaciona aos Estados e utilizá-lo em apenas um bloco. Neste caso utilizarei o operador IN (darei os operadores em um quadro ao final do texto) pois especificarei a dimensão que eu quero relacionar
Ex:  =Max( [Receita] ) In ([Estado])

Caso eu queria restringir o meu Estado e ainda relacionar a minha maior receita ao ano, precisarei laçar mão de outro operador que é o Where (ou em português Onde).
Ex:  =Max ([Receita] ) In ([Estado]; [Ano]) Where ([Estado] = “Rio de Janeiro”)

Ou seja, neste caso eu estou utilizando o operador In para atrelar a receita máxima para cada Estado e depois incluindo o ano para descobrir o maior valor (dentre os Estados) em cada ano. Após isso, estou utilizando o operador Where para restringir o Estado que eu quero extrair a receita. O resultado desta forma será o valor máximo da receita para o Estado do Rio de Janeiro por ano.

OBS: Não necessariamente precisamos especificar um bloco para utilizar um contexto de input. Caso você determine que o relatório inteiro precise desta regra de negócio, faça.

Contexto de Output (Output Context):

Quando queremos fazer cálculos com dimensões que não estão sendo utilizados nos blocos criados ou no relatório (apenas na minha consulta), precisaremos utilizar o recurso do Contexto de Output. Este recurso nos permite fazer cálculos de projeção como o valor total do que está sendo extraído no bloco (ou relatório) em relação ao valor total encontrado na base (sempre com relação a consulta feita).

Segue um exemplo para extrair o valor total de todos os Estados.
= Sum ( [Receita] ) ForAll [Estados]

A partir delta fórmula, podemos calcular o percentual de receita por Estado de acordo com o valor total de todos os Estados.

Operadores utilizados para o cálculo dos Contextos:

O Input Context utiliza os operadores ForEach e In.

O Output Context utiliza os operadores ForAll e In.

O Cálculo do Contexto (Input e Output) utiliza o operador Where.

Input vs Output Contextos

jul 26 2011

Enviando relatórios para a Caixa de Entrada do BO e por E-mail

Olá pessoal, hoje vou falar de um assunto interessante no quesito compartilhamento de informações analíticas, gerenciais, etc.

No BO, também é possível enviar relatórios para outros usuários do BO através de uma funcionalidade disponível no InfoView.

Essa etapa de agora vamos realizar uma prática de envio de relatórios do Web Intelligence para a Caixa de Entrada do BO.

Para compartilhá-los, é simples, navegue pela pasta particular ou pública até encontrar o documento (relatório) desejado. Marque-o.
Clique em “Enviar para” e selecione a opção “Caixa de entrada da Business Objects”.
Ao clicar nesta opção será aberta a tela de envio de relatório para a caixa de entrada da Business Objects e desmarque a opção “Usar configurações padrão”.
Nessa tela, você pode enviar o relatório para um ou mais usuários ou ainda para um grupo.
Para conferir, vá na Caixa de Entrada do BO e veja a mensagem recebida e clique para ver o relatório.

Enviando relatório por e-mail:

O envio de um relatório por e-mail depende de alguns fatores, entre eles, a configuração no CMC para saída de e-mails externos, mas isso é assunto para outro post. Esse post!
O procedimento é o mesmo:  Navegue pela pasta particular ou pública até encontrar o documento (relatório) desejado. Marque-o.
Clique em “Enviar para” e selecione a opção “E-mail”.
Ao clicar nesta opção será aberta a tela de envio de e-mail e desmarque a opção “Usar configurações padrão”.
Obs.: Se essa opção não estiver habilitado, ou ocorreu um erro de plug-in, entre em contato com o Administrador do BO e peça para ele realizar as devidas configurações no CMC.

 

A seguinte tela será apresentada: É semelhante a de um formulário de e-mail qualquer.
Ao clicar em “Enviar”, você pode conferir o recebimento do relatório por e-mail, verificando na sua caixa de entrada do correio no Lotus Notes ou outro client de e-mail (Outlook, etc).

 

Bom, espero que tenham gostado de mais essa dica.
Mas lembre-se: Qualquer informação valiosa em sistemas de BI deve ser enviado com bastante cuidado, pois nela pode conter dados que comprometem uma área, gerência ou até mesmo a empresa como um todo!

Até.

jul 01 2011

Adicionando controles de entrada no Web Intelligence

Olá pessoal,
estreando o post de SAP BO (Business Objects) que é o propósito deste blog, hoje destaco uma funcionalidade do WebIntelligence que é bastante usado e serve como um recurso interessante em alguns relatórios.

Bom, num relatório pode-se inserir um controle de entrada (ou input control) em qualquer componente (seja gráfico ou tabela) em que funciona como uma espécie de segundo “prompt” ou “filtro”, porém ele atua de forma independente e direto no componente a partir de uma dimensão ou indicador.

Veja abaixo como isso funciona na prática: (Obs.: Em todos os artigos estaremos utilizando universos, relatórios, objetos do próprio BO que já vem instalado como padrão – exemplo: eFashion, Island Resort Marketing, etc).

– Nas abas da edição do relatório, clique em “Input Controls” ou “Controles de Entrada”
– Escolha a dimensão “Country of origin”.



– Escolha o tipo de controle, no caso “Combo Box”.

Nas propriedades do controle de entrada, escolha e preencha as opções que serão pertinentes ao componente.

– Após isso, escolha em qual componente esse controle refletirá. Clique em “Finish”.

– Execute o relatório e veja como ficou:

– Faça um teste, selecionando apenas “US”, veja resultado abaixo:

Bom, repararam que é simples utilizar este recurso que ajuda em muitas análises.
Caso ainda tenham dúvidas, mande seu comentário!

Até a próxima!