William Batista

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Nome: William Batista
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Últimos posts

  1. SAP BI Portfolio: Qual ferramenta melhor se aplica ao seu caso? — 13 de dezembro de 2016
  2. Dicas e Truques na Instalação do SAP HANA Express Edition — 21 de novembro de 2016
  3. Compressão de dados do HANA — 15 de maio de 2014
  4. Treine com SAP gratuitamente — 17 de dezembro de 2013
  5. SAP HANA One (Visão Geral) — 3 de outubro de 2013

Listas de posts do autor

dez 13 2016

SAP BI Portfolio: Qual ferramenta melhor se aplica ao seu caso?

Está difícil decidir que produto de BI é melhor para o seu cliente ou empresa? As opções no mercado são tantas que acabam te deixando confuso? Você não sabe para que serve as diferentes ferramentas e como elas podem ser usadas para ajudar desde o nível estratégico ao operacional?

Seus problemas acabaram!!!  OK, serei menos pretensioso:  seus problemas DIMINUIRAM! rsrs pelo ao menos o que tange as ferramentas de BI da SAP é o que vou tentar ajudar com esse post.

Hoje tentarei fazer um BREVE resumo de como as ferramentas de BI no que tange ao Reporting são categorizadas, e que diferentes niveis de estrategia dentro da empresa elas podem atender e por fim um comparação entre as ferramentas de BI da SAP(Afinal este blog é voltado para ferramentas da SAP) e deixar você menos confuso, se ao final eu conseguir, o propósito deste post foi atingido.

First things first: Vamos ver como as ferramentas de BI em 2016 estão posicionadas, segundo o Gartner:

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Vemos que a SAP, está nos quadrantes das visionárias. Vale considerar que os posicionamentos das empresas variam muito de ano para ano, tanto que em 2015 a SAP já esteve no quadrante dos líderes, mas nesse quesito, temos que tirar o chapéu para a competência da Tableau que nos últimos 3 anos tem sido líder disparado nas pesquisas da Gartner.

Mas voltando ao mundo SAP, na minha humilde opinião a SAP tem simplificado o seu portfólio e ao mesmo tempo o ampliando as funcionalidades e o poder de suas ferramentas de BI tornando mais fácil entender qual o propósito e para que serve cada uma delas, e também ajudando as empresas a diminuírem seu landscape, TCO e também a tornar a escolha mais fácil..rsrs… veja a imagem abaixo:

post005_002

No caso do Analysis for Office, podemos enquadrá-la como uma ferramenta de Discovery & Analysis. Mas da onde eu tirei essa conclusão? Bem, então para entender melhor como classifica-las temos que ter em mente que basicamente as ferramentas de BI se dividem em  3 áreas:

  • Reporting;
  • Discovery & Analysis;
  • Dashboards & Applications.

Não confuda as categorias acima com outros conceitos como Cloud BI, advanced analytics e self-service BI etc.. Pois todos estes por exemplo se misturam e/ou estão inseridos nas categorias acima…

Vou falar rapidamente dessas 3 areas e focando na convergência para qual as ferramentas da SAP estão caminhando… meu objetivo aqui não é ensinar nenhum conceito ou aprofundar em detalhes deste mundo, até porque, haja post para filosofar em cima de tanta coisa que anda rolando neste mercado, meu objetivo aqui é prover um overview de conceitos atrelados as ferramentas do portfólio de BI da SAP para te ajudar a entender como elas podem ajudar a você, sua empresa e/ou seu cliente.

Eu também vou dar uma de atrevido e visionário rsrs e já vou excluir das análises as ferramentas que já considero “obsoletas” e/ou que já estão caminhando para tal, como é o caso do BO Dashboards enquanto Design Studio evolui para se tornar “A Ferramenta” de Dashboards(entre outras coisas) da SAP, facilitando ainda mais o entendimento de qual ferramenta usar…

No que tange ao novo “mantra” da SAP: Simplicity, Openess, Modern UI and Performance, já estamos fazendo uso da Simplicity kkkkk

Reporting

As ferramentas de Reporting nos ajudam a:

  1. Capacidade para que os usuários criem, formatem e distribuam informações;
  2. Design de alta produtividade para projetistas de relatórios;
  3. Crie rapidamente relatórios formatados em qualquer fonte de dados;
  4. Distribuição segura de relatórios tanto interna como externamente;
  5. Minimize os custos de suporte de TI, capacitando os usuários finais a criar e modificar facilmente seus próprios relatórios;
  6. Melhore aplicativos personalizados com relatórios incorporados.

As ferramentas da portfolio da SAP mais indicadas para essa área mas nao de maneira exclusiva são: Webi e Crystal.

O WebI é uma solução líder de mercado em self-service BI que permite que os usuários de negócios criem e modifiquem rapidamente seus próprios relatórios. Esta ferramenta flexível também pode ser usada para consultar dados, bem como relatório sobre ele. Ele também permite a construção de painéis, embora uma alternativa mais fraca para as outras ofertas no Design Studio e Dashboards, e o conteúdo é acessível a partir de dispositivos móveis, web, desktop etc.

O Crystal Reports é usado para criar relatórios poderosos, ricamente formatados e dinâmicos de praticamente qualquer fonte de dados, entregue em dezenas de formatos. Uma ferramenta de relatório de produção robusta, o SAP Crystal Reports transforma quase qualquer fonte de dados em informações interativas e acionáveis que podem ser acessadas off-line ou online, a partir de aplicativos, portais e dispositivos móveis. Otimizado para relatórios e publicações de alto volume, o Crystal Reports também possui API poderosa para incorporar relatórios em outros aplicativos como Adobe e Salesforce por exemplo.

Discovery & Analysis

As ferramentas de Discovery & Analysis nos ajudam a:

  1. Capacidade de rapidamente Mashup, Explorar e Analisar;
  2. Agilidade para analistas de negócios e usuários;
  3. Acesse, limpe e combine dados de várias fontes;
  4. Descubra padrões, tendências e outliers;
  5. Conte sua história com visualizações e análises;
  6. Responda a qualquer pergunta comercial de um navegador ou dispositivo móvel;
  7. Opcionalmente, fornecer uma camada de segurança e governança para aumentar a confiança;

As ferramentas do portfolio da SAP mais indicadas para essa área mas não de maneira exclusiva são o SAP Lumira e o Analysis for Office. Quando digo de maneira não exclusiva quero dizer que por exemplo saindo um pouco do portfolio de BI e subindo a hierarquia e indo para analytics temos o HAP(HANA Analysis Process dentro do BW e a PAL(Predictive Analytic Library dentro do HANA)… apenas para citar alguns exemplos…

O SAP Lumira é uma aplicação de Self-Service e visualização de dados da SAP, que permite ao usuário acessar, limpar e combinar dados de várias fontes sem envolver TI em digamos, um grau maior do que o WebI.
Isso permite uma maneira envolvente de explorar dados, descobrindo padrões, links e tendências e, em seguida, contar sua história com visualizações poderosas e interativas, infográficos e analíticos.
É uma ferramenta fácil de usar, mas poderosa, que é adequada para analistas de negócios com muito pouco treinamento. Uma grande vantagem do Lumira em relação ao Analysis for OLAP por exemplo, é possuir uma flexibilidade de acessar, limpar e combinar dados sem envolver TI.

O Predictive Analytics é uma extensão da licença Lumira que inclui a funcionalidade Predictive Analysis, como algoritmos preditivos, análise de visualização de resultados e ferramentas de gerenciamento de modelos.

SAP BusinessObjects Analysis for Office é um complemento do Office que permite a análise ad-hoc multidimensional de fontes OLAP no Excel (fatia e dados). Ele também permite, Excel workbook baseada em design de aplicativos e criação de apresentações de BI no PowerPoint e se conecta perfeitamente ao SAP NetWeaver BW e SAP HANA.

Esta é a ferramenta hoje que possui mais o DNA do já quase finado mas nem tanto, Bex Analyzer sendo assim a substituta natural.

Dashboards & Apps

As ferramentas de Dashboards & Apps nos ajudam a:

  1. Capacidade de construir painéis e aplicações analíticas envolventes;
  2. Construção de análises interativas e visualmente atraentes;
  3. Ter o autor da aplicação, ou capacitar a empresa a compor seus próprios painéis de componentes pré-construídos;
  4. Acesso via dispositivos móveis.

A ferramenta do portfolio da SAP mais indicada para essa área mas não de maneira exclusiva é o SAP Design Studio.

O SAP Design Studio permite um design intuitivo de conteúdo analítico centralmente governável, desde analíticas guiadas até sofisticadas aplicações OLAP e painéis agregados. O produto possui suporte para iPad fora de caixa, uma interface de usuário HTML5 de última geração, uma aplicação sem costura, um designer baseado em WYSIWYG Eclipse, suporte completo e nativo de consultas BW BEx, conectividade direta com a HANA, além de um Motor de scripts avançado apenas para citar alguns.
Quando usado com o BPC Embedded Model, o Design Studio pode ser usado para construir aplicativos de planejamento abrangentes e prontos para entrada de dados. Os valores individuais podem ser bloqueados durante a construção de um plano para outros valores. A grande vantagem com o Design Studio é o script que permite uma grande flexibilidade e é favorecido por técnicos.

E por ultimo alguem lembra do Bex WAD(Web Application Designer)? Pois bem, o Desgin Studio naturalmente substitui essa nossa morta-viva, digo isso, pois ainda existem soluções sendo usada em clientes que foram desenvolvidas nela

Aderência aos Niveis Estratégicos

 Agora que já sabemos par que serve cada ferramenta, a figura abaixo mostra como elas se encaixam nos diferentes níveis estratégicos da empresa e por quem normalmente poderiam ser usadas:

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A maior parte dos usuários finais, que estão na base da piramide tendem a se basear em uma funcionalidade de relatório padronizado pré-formatado, este tipo de usuário geralmente seriam  usuários finais operacionais.

Uma parte também considerável, que está no meio da piramide, que contem além dos usuários-chave ou Key-users, está aquele que eu chamo “carinhosamente”de usuário-chave candidato que é um perfil que gosta de fazer analise interativa altamente ágil, no qual  gostam de  usar funcionalidades como slice-and-dice e  drill-down para descobrir tendências e padrões de dados, exigindo assim um tipo de descoberta de dados e funcionalidades, este tipo de usuários são geralmente analistas de negócios… Inclusive abrindo um parenteses bem rápido, o BW(sistema de datawarehouse da SAP) desde sua versão 7.3-SP5 oferece uma nova funcionalidade bem interessante para este perfil de usuário chamada BW workspaces que permite key-users e analistas avançados criarem/customizarem scenarios ad-hoc em bases de dados e modelos pré-existentes, e estes sim, mantidos pela TI, para novas formas de visualizar estes mesmos dados e/ou prototipagem rápida, mas isso é um assunto para outro post… rsrs
Um grupo menor de usuários, que está no topo da piramide estão os que desejam ver de maneira altamente resumida e visual, geralmente representada por alguma forma de funcionalidade de painel, estes forneceriam uma mistura de funcionalidade ágil e padrão dependendo das habilidades e do conhecimento dos usuários finais, e abrangeria, em geral, os usuários de alta administração.

Observe que na imagem eu coloquei um *, para as ferramentas de dashboards, pois ao contrário do que se pensa, KPI pode ser estratégico ou operacional, paineis de indicadores não servem apenas para a diretoria e/ou um nível altamente estratégico, pode existir também para ajudar conntrolar operações rotineiras de uma empresa e em tempo real.

Eu não estou considerando neste post outros fatores que com certeza devem ser levados em conta durante a escolha de uma ferramenta como custos de licenciamento, implementação, manutenção, prazos etc…

A quantidade de preparação de dados que será exigida pelos usuários de negócios também determinará se uma abordagem de análise de dados pré-formatada deverá ser usada ou uma ferramenta de self-service de data discovery. Você deve selecionar a melhor ferramenta de BI que suporta os usuários para fornecer suas necessidades de relatórios e análises.

Pesquisando na internet encontrei uma matriz de alto nível e fiz uma adaptações e simplificações afim de tentar cobrir o tipo de perguntas que devem ser feitas, e quais as capacidades do produto estão disponíveis para cada ferramenta. Como as ferramentas estão em constante evolução, a matriz pode não estar atualizada, pois algumas das capacidades podem ter melhorado:

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Conclusão

Em um ambiente de BI, geralmente há um conjunto diversificado de requisitos resultando em diferentes tipos de usuários, funcionalidade e níveis de agilidade que também devem fornecer um alto nível de interoperabilidade, escalabilidade e segurança, desempenho e integração com outras ferramentas da empresa.

Para determinar o produto BI certo é necessário entender os requisitos de quem vai usar, assim como em um projeto e também ter a habilidade de identificar o que realmente é necessário, que tipo de dados seus usuários vão analisar, como eles querem utilizar e repassar aquela informação, com que frequencia, em que formato(isso incluir analisar se o formato de quem vai enviar e compativel e esperado por quem vai receber) etc.

Bom com isso chegamos ao final deste post e espero ter atingido o objetivo de ajudar a entender melhor a evolução das ferramentas de BI da SAP e como você pode usá-las em sua empresa ou recomendar ao seu cliente.

Nest post eu foquei apenas nas ferramentas de BI da SAP, embora no portfólio de Analytics que inclui o BI existem novas ferramentas como o RoamBI, Business Objects Cloud e o SAP Digital Board Room mas este também é um assunto a ser abordado em outro post que farei em breve, onde também aproveitarei para falar sobre uma discussão que tive com um colega meu sobre se Business Intelligence e Business Analytics é a mesma coisa, se são diferentes, se um está dentro do outro etc.

Fique ligado aqui no blog e em caso de dúvidas coloque nos comentários, ou então me envie uma mensagem pelo LinkedIn, será um prazer poder ajudar…!

<Forte Abraço e até a próxima>

 

nov 21 2016

Dicas e Truques na Instalação do SAP HANA Express Edition

Olá Pessoal,

Resolvi escrever este post por 3 motivos:

O primeiro deles é que já que me considero um cara altruista, quero evitar que muitos de vocês sofram o que eu sofri (ok, sem drama! Rs) ao instalar o  SAP HANA Express Edition;

O segundo para tentar manter este blog vivo…

E o terceiro, bom, o terceiro foi ser bem pratico e direto ao ponto para quem procura o pulo do gato de maneira resumida, então para atingir estes objetivos o que fiz é disponibilizar tudo o que você precisa para fazer funcionar em apenas 1 link:

https://1drv.ms/f/s!AtsPYvmpca5uk5dJD5_m6bNw8NZaQg

Clique no item “download” e ele ira juntar tudo em um ZIP e iniciar o download

001

O link acima possui:

  1. O VMPlayer 12.5 Workstation free -> Para rodar a maquina virtual do SAP HANA Express Edition;
  2. O Eclipse Neon;
  3. As maquinas virtuais do Hana;
  4. Manual( em Inglês ) passo-a-passo com maiores detalhes da instalação;

O manual seria perfeito se não focasse apenas nas instruções de instalação do SAP HANA Express Edition mas também nas intruções dos Hypervisors… Portanto, se quiser ter sucesso pode seguir o manual, apenas certifique-se antes de marcar a opção abaixo no VMPlayer:

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Normalmente a primeira opção vem marcada e o correto(pelo ao menos a que funcionou comigo) é a Segunda. Vejo o que acontece antes de marcar e depois…

Antes de Marcar:

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Depois de Marcar:

Repare que até o IP da máquina mudou…

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É isso ai pessoal, espero ter ajudado vocês…

Até o próximo post…

Will

maio 15 2014

Compressão de dados do HANA

Olá pessoal !!

Neste post falaremos de algo muito importante que normalmente é subjugado, mas do meu ponto de vista é um ótimo recurso para justificar um investimento no HANA e aumentar o ROI e a diminuir o TCO: A compressão de dados.

Ah legal, todos ouvem falar disso e qualquer pessoa com um pouco de conhecimento em informática sabe do que se trata… economizar espaço em disco, mas no caso do HANA economizar espaço em memória RAM, o que pode trazer uma maior custo benefício ainda visto que memória RAM ainda é muito mais cara que memória em disco, embora tenha caído drasticamente nestes últimos anos, permitindo desenvolvimento de plataformas in-memory como o SAP HANA.

A logica é simples: Digamos que a sua empresa já esteja chegando perto do limite de storage para o DW que é de 10 TB e ela já esteja com 9 e isso logicamente é um sinal vermelho para os gestores de TI serão necessários investimentos em algumas baterias de disco para duplicar essa capacidade que acredito custar no mínimo algo em torno de R$ 100 mil se sua empresa for mais ousada então e quiser colocar uma bateria de SSD então.. acho que quase podemos duplicar esse valor! Me corrijam se eu estiver errado mas foi o que conseguir descobrir em uma rápida pesquisa no Google… Como o SAP HANA pode comprimir no mínimo 3x os dados da armazenados no DW por exemplo então se sua empresa optasse por investir no HANA ela teria os seus 9 TB reduzidos a 3 podendo chegar a menos de 1 TB e com isso ajudar já ganhar um ótimo “desconto” com o dinheiro que iria ser gasto em baterias novas… Excelente não? Ou seja, bastaria vc investir em um servidor de 6 TB para ter essa capacidade duplicada e o que o HANA conseguisse comprimir além de 3x ficaria de “contingencia” por exemplo.

Mas logicamente nenhuma empresa bem gerida gosta de desperdiçar dinheiro e o ideal seria investir com “precisão”, e como pra tudo se tem um jeito nessa vida, menos pra morte(ainda..!) existe uma maneira que pode ajudar nisso e falaremos mais tarde.

Na verdade compressão em banco de dados não é exatamente uma novidade, outros bancos também utilizam este recurso,  o que faz o HANA ser tão diferenciado nesse ponto são os seus algoritmos de compressão e fazer tudo isso IN-MEMORY tornando o HANA único!!

Mas como funciona?

Neste post falarei apenas da técnica que dá suporte a todas as outras técnicas, pois falando a grosso modo, em cima dela todos outros algoritmos são baseados otimizando ainda mais a compressão e ela é relativamente simples a técnica se chama: Dictionary Encoding.

Vamos nos basear como exemplo uma tabela que contem dados da população mundial, na figura abaixo vemos 2 objetos que são a base dessa técnica o dictionary e o attribute vector:

 

img00

 

Na imagem acima temos a coluna de nome da tabela e o Dictionary armazena apenas os valores não repetidos e cria um índice para cada valor o “Value ID”.

O Attribute Vector por sua vez faz exatamente um de-para entre os dados da tabela original e o Dictionary e também cria um índice o “position”.

Agora fica tudo mais fácil pois é só converter os dados da tabela original por bits, pois armazenar em bits é muito mais “econômico” do que armazenar no seu formato original, principalmente se o dado do campo for do tipo char a economia é maior ainda.

 

img01

 

 

Vamos fazer de conta que nossa tabela tenha 8 bilhões de linhas e o comprimento do registro seja de 200 bytes, então teremos:

8.000.000.000 x 200 = 1.6 TB

Peguemos o primeiro campo “first name”, para conseguir substituir os dados por bits tem que saber quantos bits são necessários para 49 bytes de dados e assim por diante, conforme tabela acima, para isso usamos uma função logarítmica de base binária:

Log2(5.000.000) = 23

Fazendo este cálculo temos 23 bits que são necessários para armazenarmos os mesmos 49 bytes, agora vamos fazer uma comparação:

Antes:

8.000.000.000 x 49 Bytes = 392.000.000.000 Bytes / 1024 / 1024 / 1024  = 365.1 GB

Depois:

8.000.000.000 x 23 Bits = 184.000.000.000 Bits  / 8 / 1024 / 1024 / 1024 = 21.4 GB

 

WOWW!!! Tivemos uma redução 94% do tamanho, fantástico não? Agora o que será gravado no campo “first name” serão uma sequencia de 23 bits ao invés de “William” por exemplo… Para quem conhece o BW isso se assemelha a usar as “Surrogate IDs” (SIDs) nas dimensões do cubo.

Mas porque então quando fazemos select vem o nome correto ao invés dos bits? Aahh isso ocorre por causa de uma outra técnica chamada “Materialização” mas isso é assunto para outro post 🙂

Não podemos esquecer de somar os espaço necessário ocupado pelo dicionário

49 bytes x 5.000.000 / 1024 / 1024 / 1024  = 0.23 GB

Então finalmente temos:

img02

 

Temos um fator de redução de aproximadamente 17 vezes e o novo tamanho da coluna “first name” consome apenas 6% do tamanho original… excelente!!!

Basta repetirmos esta mesma logica para as outras colunas e chegaremos ao fator de redução da tabela inteira…

Então podemos concluir que o nível de compressão depende não só do do tipo de dado como também de quantas vezes temos valores repetidos em uma determinada coluna, ou melhor, quantos valores distintos temos, bem como a quantidade de registro

A esta razão damos o nome de ENTROPIA.

 

Entropia =

cardinalidade da coluna
cardinalidade da tabela

 

Então quanto MENOR a entropia maiores taxas de compressão teremos e para nossa alegria os dados corporativos armazenados em tabelas, costumam ter baixa entropia em suas colunas, então na maioria dos casos é possível obter taxas de compressão maiores que o mínimo de 3x sugerido pela SAP.

Outras técnicas de compressão como Prefix Encoding, Run-Length Encoding, Cluster Encoding, Indirect Encoding, Delta Encoding são aplicadas em cima destes 3 objetos(a tabela, o Dictionary e o Attribute Vector) normalmente depois da Dictionary Encoding já aplicada, por isso ela é a mais importante e as outras tem um papel de tornar ainda mais eficiente a compressão do HANA tornando uma banco muito especial e maravilhoso nesse sentido.

O que havia falado no inicio do post sobre a decisão reduzir investimento em sizing implementando o HANA e para isso ter a maior precisão possível, pois o principal fator  que define o preço do HANA é a quantidade de memória RAM, então pode ser fazer uma programa que analise cada tabela da empresa aplicando a logica acima:

Primeiro definir quantos valores distintos a para cada coluna de uma determinada tabela

  • Ver o comprimento de cada coluna
  • Fazer os cálculos apresentados usando a função logarítmica
  • E ao final somar o resultados em GB de cada coluna e comparar com o original

 

Pronto! Ao final o programa apresenta um relatório e vc pode ajudar o seu diretor ou gerente de TI a comprar exatamente o tamanho necessário para sua empresa de um servidor HANA, claro que levando em consideração uma contingencia segundo as perspectivas de crescimento por ano dos dados da empresa.ou o Sizing Plan

Se o sistema da sua empresa for o SAP é mais fácil ainda… basta consultar a tabela DD02 e a DD03 para ter o nome de todas as tabelas e seus campos que existem no sistema e ainda otimizar uma busca apenas por tabelas que contenham dados e voilá

Bom, está lançada a idéia… quem sabe no próximo posto eu não dou uma de Papai Noel e presenteie vcs com esse programa em ABAP pronto 😉

Um abraço e até a próxima!

 

Will

dez 17 2013

Treine com SAP gratuitamente

Eis aqui uma oportunidade unica de acelerar suas habilidades e de uma maneira que se encaixa na vida de qualquer profissional/consultor ocupado.

A SAP e o Instituto Hasso Plattner oferecem cursos de graça em diversas áreas, não somente BI, como por exemplo, BPM,  In-Memory Computing entre outros.

O curso está estruturado da seguinte forma:

  • São divididos normalmente de 4, 6 ou 8 semanas e você administra o quando e onde irá fazer os cursos;
  • Você administra seu tempo durante cada semana;
  • Todo material do curso está disponível para download: PDF, Slides, Vídeos e se tratando de um curso técnico que necessite de algum programa em especial também será disponibilizado;
  • Ao final de cada semana há um exame que tem prazo para ser feito. O exame costuma ter um prazo de 30 a 60 minutos;
  • Ao final do curso há uma prova final que também tem um tempo e um prazo para ser realizada e costuma ter um tempo entre 1 hora e meia a 2 horas;
  • Para obter o certificado do curso você deve obter pelo ao menos 50% dos pontos.

50% dos pontos você obtém acertando 100% do exame final

Os 50% restantes você obtêm acertando 100% dos exames semanais

Portanto se você acertar tudo nos exames semanais e na prova final você fica com 100%, mas lembrando o minimo é 50% e se você atingir esse mínimo vc conseguira um certificado igual ao abaixo:

 

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Mas nem tudo são trevas.. mesmo que não atinja 50% você pelo ao menos ganha um certificado de participação.

Para realizar um curso você pode criar uma login ou usar o seu SAP ID, acessando o endereço: http://open.sap.com/

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O mesmo vale para o OpenHPI: http://openhpi.de

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O interessante é que mesmo para alguns cursos que já tenham passado você pode faze-lo como Self-Study, mas você não ganhara nenhum certificado nem terá exames para realizar.

Exemplo de um curso oferecido pelo OpenHPI:

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Depois de criar o login, clicar em “More Information”, basta clicar em enroll para realizar o curso!

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Observação Importante: Se inscreva nos cursos somente se você realmente estiver disposto a realizá-los com comprometimento, pois seus pontos e percentual de aproveitamento ficarão registrados e disponíveis para consulta pública. Portanto, não é interessante que você “mande mal” e isso fique no seu currículo, certo? Se está interessado em fazer em um ritmo mais lento do que o proposto, é melhor esperar o curso acabar e fazer self-study.

 

BONS ESTUDOS!!!

out 03 2013

SAP HANA One (Visão Geral)

Olá pessoal, hoje vamos falar sobre SAP HANA One.

O que venha ser o SAP HANA One?

O SAP HANA One é a plataforma do SAP HANA na web. Com ela você pode trabalhar no HANA como um servidor de banco de dados comum com diferença que ele está remotamente na web.

E com isso você pode desenvolver aplicativos usando o HANA com um banco de dados, mas isso é assunto para um outro post…

Eis aqui o passo-a-passo de como fazer. Embora exista alguns posts na internet que já mostrem como fazer, esse é o primeiro em português, com prints e com umas dicas a mais de maneira a tornar o mais fácil possível o processo.

Há outras empresas oferencedo o SAP HANA One, mas neste post iremos mostrar com o AWS da Amazon.

 

Let´s Begin:

1 – Clique aqui para criar uma conta no AWS

2 – Clique aqui para fazer o download do client e do HANA studio

3 – Clique aqui para criar uma chave S na SCN

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Depois de criar o login e ESTIVER LOGADO, siga para o passo 4.

4 – Clique aqui para criar uma licença de desenvolvedor.

As telas a seguir são bastante intuitivas, você deve aceitar a licença.

 

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Nesta tela é só inserir o numero da conta que você criou no AWS.

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Nesta tela tudo que você precisa fazer é dar um nome para o stack a ser criado. O stack é uma espécie de “lâmina” de servidor onde os recursos serão alocados (CPU, Memória, discos etc…).

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Nesta tela note que escolhi a menor instância, por questões de custo, o ideal é começar com a menor e caso precise, você poderá mudar a qualquer momento no seu console.

 

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Eu não criei nenhum tag e até hoje nunca me facilitou em nada.

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Aqui tem um dica importante com relação aos custos veja o link abaixo destacado em vermelho escrito “Cost” recomendo criar um link em seus favoritos para sempre que alterar a sua instancia ou adicionando discos você tenha uma previsão de quanto vai pagar, mas a frente eu dou um detalhamento deste link..

Após clicar em continue seu stack ficará pronto em menos de 5 minutos.

 

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Uma vez com o stack pronto, clique em Services e você poderá arrastar os ícones e criar atalhos na sua barra de atalhos.

Clicando no link “EC2” vc irá acessar a próxima tela.

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Clicando nos links destacados podermos descobrir o IP que será usado para conectar ao HANA no através do HANA Studio.

 

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Use o IP abaixo para configurar o arquivo Hosts.

 

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O arquivo Hosts, normalmente fica no caminho C:\Windows\System32\Drivers\etc

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Uma vez configurado o arquivo Hosts e instalado o cliente e o HANA Studio no computador, é só conectar ao HANA.

 

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Nesta tela coloque:

Usuário: SYSTEM
Senha: manager (em minúsculo)

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E Voilà o HANA está conectado!!!

 

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Custos:

Com relação aos custos tenho apenas 3 observações:

1 – Sempre que não estiver usando o HANA, mantenha sua instancia parada. Ainda assim a Amazon cobra um pequeno custo (menos de 6 dólares). Para não haver cobrança nenhuma você deve clicar em “terminate”.

 

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2 – Nunca deixe seu “Elatic IP” unassigned, pois se ele não estiver associado a uma instancia você é cobrado por isso também.

3 – A titulo de exemplo, usando o template padrão no qual o HANA One foi criado, usando 30 GB de disco e 2 horas por dia no mês (ou 60 horas) temos um custo aproximado de 38 dólares.

 

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Acesso ao LINUX a nível de OS:

1 – Você precisará dos 3 arquivos abaixo. Clique aqui para fazer o download do arquivos.

2 – Você deverá ter salvo o arquivo *.pem durante a criação do stack, caso não tenho feito, a exemplo deste post de realizar o download deverá deletar a chave e recriar novamente que após a re-criação será feito o download automaticamente pelo browser.  Lembre-se de guardar em um LOCAL SEGURO para não perder.

 

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3 – O usuário default do sistema operacional são:

Usuário: hdbadm
Senha: HANAabcd1234

Com eles você pode entrar no sistema e alterar esta senha, parar ou iniciar o banco (somente o banco e não a instancia) direto do HANA Studio com esse usuário e senha ou via linha de comando do Linux, usando o Putty e o arquivo .PEM.
Sinceramente nunca usei, troquei e nunca tive problemas e para ser sincero, quando tentei fazer ocorria um erro e não conseguia acessar.

Acho que um hacker não vai se interessar em descobrir o IP de um servidor de teste de um simples desenvolvedor… mas caso você queira tentar só clicar aqui, seguir as instruções e boa sorte 😉

 

Bom pessoal, agora que o brinquedo está pronto é só brincar!

No próximos posts iremos falar sobre outras maneiras de usar o HANA One e funcionamento interno do HANA.

Abraços e até lá.